Imagem de Paz!

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Foto da cachoeira do Sahy, Mangaratiba, RJ

domingo, 13 de junho de 2010

O ministério de Coate. (Segunda parte) Por Israel Gomes

“Disse o Senhor a Moisés e a Arão:
Não deixareis que a tribo das famílias dos coatitas seja eliminada do meio dos levitas. Isto, porém, lhes fareis, para que vivam e não morram, quando se aproximarem das coisas santíssimas: Arão e seus filhos entrarão e lhes designarão a cada um o seu serviço e a sua carga.
Porém os coatitas não entrarão, nem por um instante, para ver as coisas santas, para que não morram.”


(Nm 4:17-20)

Dentre as tarefas designadas aos levitas, as que cabiam aos coatitas, como anteriormente escrito, eram as mais difíceis. Era tendo em vista que o que eles tinham que cuidar era muito santo. O Deus que se havia revelado, até então, era um Deus extremamente justo. A Justiça de Deus era demonstrada constantemente quando das muitas reclamações e rebeliões feitas por parte do povo, inclusive por alguns levitas, como no caso de Corá. (Nm 15: 37-41).

Havia ainda o risco de serem fulminados, caso tocassem nas coisas santíssimas. Veja o que aconteceu com Uzá que foi fulminado ao tocar indevidamente na arca, quando Davi a transportava para Jerusalém. (1 Cr 13: 5-10).

Para que os coatitas, esse parte dos levitas tão importante, não fosse eliminada do meio de Israel, Deus determinou ao próprio Moisés e ao Sumo-Sacerdote Arão que não deixassem os coatitas serem eliminados.

Era obrigação deles dar todo o suporte, mantê-los vivos e saudáveis para o desempenho de seus ministérios.

Existem muitos ministérios sendo encerrados por falta desse cuidado. Quantos líderes têm deixado à mercê de suas próprias forças, uma parcela tão importante de seus ministros.
Sim, tem muita gente passando fome (espiritual e material) por falta de atenção dos sacerdotes que só pensam em si mesmo. Usam e abusam de sua equipe de trabalhadores, fazem o que querem e cobram o que não deram.

Esse é o motivo por que tantos estão mudando de igreja (os que ainda têm forças) e outros se afastam do caminho do Senhor, cansados e mal atendidos em suas necessidades.

Esses representantes de Deus na terra, dizem fazer o que Deus manda, mas esquecem do cuidado que Deus mandou que tivessem pelos seus “coatitas”, aqueles que levam a obra nas costas.

Acham que suas lideranças têm que ser fortes, que tem que saber tudo, mas não os encaminha para reciclagens, não investem em seus ministérios, não pagam sequer as despesas de transporte desses servos que se desgastam por amor à igreja. Quantos auxiliadores de ministérios, sequer podem tirar um dia de folga para descansar com seus filhos ou fazerem uma viagem, pois quando de seus retornos, são chamados à atenção ou colocados na “geladeira”. Misericórdia, quanta injustiça!

Não quero aqui dizer que esses pastores não são homens de Deus, digo que são carentes de um verdadeiro aprendizado pastoral. Sabe o que Davi estava fazendo na hora de sua consagração? Estava lá no meio das ovelhas, cuidando delas, seu corpo estava cheirando a ovelha! (1Sm 16:11)

Com certeza, ele se preocupava com seus auxiliares, por isso, quando entrou no templo buscou alimento para seus homens (1Sm 20: 1-9) e foi louvado pelo próprio Jesus Cristo por isso. (Mc 2: 25-26)

Ser um bom pastor não é ter o melhor curso de teologia, ser um bom pastor não é apenas pregar a palavra no púlpito, depois que o grupo de louvor já preparou o caminho para sua mensagem. Ser um bom pastor é cuidar do estado de suas ovelhas. É dar a vida por elas. (Jô 10:11-16).

Ser um bom pastor é seguir o conselho dado por Salomão:

“Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre os teus rebanhos, porque as riquezas não duram para sempre, nem a coroa, de geração em geração. (Prov. 27:23-24).

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