Imagem de Paz!

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Foto da cachoeira do Sahy, Mangaratiba, RJ

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A Cruz de Cristo. Em 1 Co 1.18



Representa o inexplicável, algo totalmente contrário a razão humana,



A primeira coisa que a cruz representa é o aniquilamento do entendimento e da sabedoria humana.

Nietzsche, diz que o evangelho morreu na cruz...,
o que morreu foi a sabedoria humana



A morte de Cristo traz uma confusão na justiça humana onde o justo não deve pagar pelo criminoso.

A Cruz representa o silêncio de Deus ante  a punição devidamente aplicada.

Em Salmos 22 o salmista já denunciava... Por que me desamparastes?

Por que comigo é diferente?
Veja os versos 4 e 5 ... Deus atendeu a tantos porque na cruz não atendeu a mim?

A Cruz marca o clímax de um projeto de salvação para todo o que crer...

Olhar a Cruz é perceber que os valores terrenos são contrastantes com os valores celestiais.

Enquanto o homem sem Deus só quer se dar bem, ganhar sempre, não enfermar...

O homem espiritual aprende na Cruz que é perdendo que se ganha
É enfermando que se produz a cura ( ele tomou sobre si nossas enfermidades)
É diminuindo que se alcança a glória. (Que ele cresça e eu diminua)
É morrendo para esse mundo que se alcança uma vida eterna e gloriosa.

É por isso que os elementos aqui representativos ...

Pão e vinho
Trigo e uva
 Invertem valores consagrados pela sabedoria humana.

Início e fim se invertem para fim e início
Morte e vida.  A vida troca de lugar com a morte e, esta produz uma vida melhor.

A morte de Cristo Jesus, trás vida para o pecador. Justifica o pecador que crê e devolve a ele o controle de sua vontade, antes dominada pelo pecado de quem se tornou escravo. Ao receber de volta seu poder de decisão, o homem redimido e regenerado, se entrega voluntariamente ao senhorio de Cristo conformando-se com ele naquela cruz.

A Cruz que não mais condena, a Cruz que não mais mata...

A Cruz de Cristo liberta e produz uma nova vida... Uma vida louca aos olhos humanos mas agradável ao Criador.

Ao ministrar a Ceia, Jesus estava ensinando a respeito do propósito da sua morte. De acordo com Paulo e Mateus, as palavras de Jesus acerca do cálice referiam-se não somente ao seu sangue mas também à nova aliança associada com o seu sangue, e

Mateus acrescenta que o sangue de Cristo devia ser derramado para perdão dos pecados. Aqui temos a afirmação verdadeiramente fantástica de que por intermédio do derramamento do sangue de Jesus, na morte, Deus estava tomando a iniciativa de estabelecer um novo pacto ou "aliança" com o seu povo, na qual uma das maiores promessas seria o perdão dos pecadores. Que quis ele dizer?

Muitos séculos antes Deus tinha feito uma aliança com Abraão, prometendo abençoá-lo com uma boa terra e uma posteridade abundante. Deus renovou essa aliança no monte Sinai, depois de tirar a Israel (descendentes de Abraão) do Egito. Ele prometeu ser o seu Deus e fazê-los o seu povo. Além disso, essa aliança foi ratificada com o sangue do sacrifício: "Então tomou Moisés aquele sangue e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras."10 Passaram-se centenas de anos, durante os quais o povo se esqueceu de Deus, quebrou a sua aliança e provocou o seu juízo, até que um dia no sétimo século a.C. a palavra do Senhor veio a Jeremias, dizendo:
 Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. Porque esta é aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dia, diz o Senhor. Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois, perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei. (Jeremias 31:31-34)

Nas palavras de Stot,  "a cruz reforça três verdades: acerca de nós mesmos, acerca de Deus e acerca de Jesus Cristo.

Primeira, nosso pecado deve ser extremamente horrível.

Nada revela a gravidade do pecado como a cruz. Pois, em última instância, o que enviou Cristo ali não foi nem a ambição de Judas, nem a inveja dos sacerdotes, nem a covardia vacilante de Pilatos, mas a nossa própria ganância, inveja, covardia e outros pecados, e a resolução de Cristo em amor e misericórdia de levar o juízo desses pecados e desfazê-los. É impossível que encaremos a cruz de Cristo com integridade e não sintamos vergonha de nós mesmos. Apatia, egoísmo e complacência vicejam em todos os lugares do mundo, exceto junto à cruz. Aí, essas ervas nocivas secam-se e morrem. São vistas como as coisas horríveis e venenosas que realmente são. Pois se não havia outro modo pelo qual o Deus justo pudesse justamente perdoar a nossa injustiça, a não ser que a levasse sobre si mesmo em Cristo, deve ela, deveras, ser séria. Só quando vemos essa seriedade é que, desnudados de nossa autojustiça e auto-satisfação, estamos prontos para colocar nossa confiança em Jesus Cristo como o Salvador de quem urgentemente necessitamos.

Segunda, a maravilha do amor de Deus deve ir além da compreensão.

Deus podia, com justiça, ter-nos abandonado ao nosso próprio destino. Ele podia ter-nos deixado sozinhos para colhermos o fruto de nossos erros e perecermos em nossos pecados. É isso o que merecíamos. Mas ele não nos abandonou. Por causa do seu amor por nós, ele veio procurar-nos em Cristo. Ele nos foi ao encalço até mesmo na desolada angústia da cruz, onde levou o nosso pecado, a nossa culpa, o nosso juízo e a nossa morte. É preciso que o coração seja duro e de pedra para não se comover face a um amor como esse. E mais do que amor. Seu nome correto é "graça", que é o amor aos que não o merecem.

Terceira, a salvação de Cristo deve ser um dom gratuito.

Ele a "comprou" para nós com o alto preço de seu próprio sangue. De modo que o que nos resta pagar? Nada! Visto que ele reivindicou que tudo estava "consumado", nada há com que possamos contribuir. Não, é claro, que agora temos a permissão de pecar e podemos sempre contar com o perdão de Deus. Pelo contrário, a mesma cruz de Cristo, que é o fundamento de uma salvação gratuita, é também o incentivo mais poderoso a uma vida santa. Mas essa nova vida vem depois. Primeiro, temos de nos humilhar aos pés da cruz, confessar que pecamos e nada merecemos de suas mãos a não ser o juízo, agradecer-lhe o nos ter amado e morrido por nós, e receber dele um perdão completo e gratuito. Contra essa humilhação própria o nosso orgulho se rebela. Ressentimos a idéia de que não podemos ganhar — nem mesmo contribuir — para a nossa própria salvação. De modo que tropeçamos, como disse Paulo, na pedra de tropeço da cruz.


E para Frases de pensadores:

Jonh Stot diz que  "a Ceia do Senhor, que foi instituída por Jesus, e que é o único ato comemorativo autorizado por ele, não dramatiza nem seu nascimento nem sua vida, nem suas palavras nem suas obras, mas somente a sua morte. Nada poderia indicar mais claramente a significação central que Jesus atribuía à sua morte. Era por sua morte que ele desejava, acima de tudo, ser lembrado. Portanto, é seguro dizer que não há Cristianismo sem a cruz. Se a cruz não for o centro da nossa religião, a nossa religião não é a de Jesus"

Billy-Graham "Se  somos crentes em Jesus Cristo ja passamos pela tempestade do juízo ela aconteceu na cruz"

A W Tozer " A Cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens"

Hudson Taylor "Produzir frutos exige suportar cruzes."

Martin Lutero " a razão se escandaliza com a Cruz mas a fé a abraça com alegria"


C. H. Spurgeon " A Cruz é o último argumento de Deus"