Imagem de Paz!

Imagem de Paz!
Foto da cachoeira do Sahy, Mangaratiba, RJ

domingo, 30 de maio de 2010

Coisas que não quero...

Não quero a voz da multidão, pois ela abafa o sussurro educado do Pai de amor.

Não quero as luzes sedutoras das vitrines eclesiásticas, pois elas tiram de mim as descobertas do quarto fechado.

Não quero a companhia dos vendedores de Deus, pois eles me afastam daqueles que são alvos prediletos da graça - os oprimidos.

Não quero os elogios dos bajuladores, pois como dizia Maquiavel, eles são como o carvão: apagados me sujam, acesos me queimam.


Não quero frutos maduros a toda hora, são produtos de jardineiros charlatães; prefiro o processo bendito do Fruto do Espírito.

Não quero aplausos, pois as mesmas mãos que se batem, também me batem!

Não quero luxo nem lixo: apenas a graça do equilíbrio

Não quero uma teologia amarga, de gabinete, pois ela ama verdades confessionais, mas despreza verdades encarnadas.

Não quero a prosperidade dos milhões quando muitos vivem de migalhas.

Não quero ser Apóstolo, Papa nem Semideus, apenas gente!

Não quero que meu filho tenha vergonha de mim: meu sucesso no púlpito não pode ser divorciado do meu sucesso enquanto pai.

Não quero a sombra nem os frutos da videira sem que eu esteja ligado ao seu caule!

Não quero entristecer o amigo Espírito Santo.

Há tantas outras coisas que não quero...

José Régio disse que "quando você for começar uma viagem, saiba primeiro por onde não ir". Essa é a estrada por onde não vou!

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Uma exortação em forma de poesia para os que se apostataram. Por Hermes C. Fernandes

Lentilhas


Esaú, Esaú, fizeste pouco caso de tua primogenitura
Deixaste corromper uma mensagem tão pura
Te vendeste por tão pouco, Esaú!
Esaú, Esaú, trocaste a graça por um prato de lentilha
Deixaste o rebanho a mercê da matilha
Te vendeste por tão pouco, Esaú!
Esaú, Esaú, trocaste a verdade por outra cartilha
Deixaste o caminho pra cair numa armadilha
Te vendeste por tão pouco, Esaú!
Esaú, Esaú, por que há tanta amargura em teu coração?
Por que não reconhece e pede perdão?
Ainda resta algum tempo, Esaú!
Lembras de quando conheceste a graça
Tesouro maior que nem ferrugem ou traça
seria capaz de devorar?
Lembras de quando aprendeste do reino?
Teu discipulado foi apenas um treino
Pra que aprendesses a amar
Já te esqueceste, Esaú,
das lágrimas derramadas
Das longas jornadas,
Simplesmente por amar?
Te ofendeste, Esaú
Por minha sinceridade,
Por te dizer a verdade,
Simplesmente por te amar?

domingo, 23 de maio de 2010

Daltonismo espiritual Por Hermes C. Fernandes

Os poderes das trevas prometeram ao homem que tão logo comesse do fruto que lhe era vetado por Deus, seus olhos se abririam. Ledo engano. Tal atitude de desobediência acarretou-lhe verdadeira cegueira espiritual. De fato, seus olhos se abriram, mas para a maldade.

Até então, o homem só conhecia o bem. Nada que acontecesse à sua volta era tido por mal. Toda a criação era boa. Ele a enxergava com as lentes do amor de Deus. Mas agora, o mundo lhe parecia tenebroso e assustador. O homem passava a enxergar também o mal. Seu foco saiu da luz para as sombras. Não por ter ocorrido uma mudança na criação à sua volta. A mudança mais significativa aconteceu em seu coração, termo usado pela Bíblia para “consciência”. Com o coração corrompido, a consciência cauterizada, o ser humano passaria a fazer uma leitura dualista da realidade. Se antes tudo era bom, agora, a criação era dividida entre coisas boas e más.

Daí o surgimento desta esfera conhecida como inconsciente. O homem precisaria de um porão para a sua alma, onde pudesse armazenar muitas de suas experiências, principalmente aquelas que ele não gostaria de lembrar.

O afastamento da luz produz sombras, e a sua completa ausência produz trevas.

Foi o contato com os poderes das trevas, representados pela serpente, que o desviou da comunhão com seu Criador, mergulhando-o nas densas trevas da maldade.

Surgia então o dualismo. O “BEM” original fora substituído pelo binômio “bem/mal”. Até os animais passaram a ser classificados entre ‘puros’ e ‘impuros’.As cores vivas da natureza ficaram como que desbotadas, e homem tornou-se espiritualmente daltônico.[1]

Cristo Se entregou em sacrifício na Cruz para reverter isso. Por meio do mais nobre gesto de amor, Cristo desvenda nossos olhos, fazendo com que a criação recupere a sua santidade original. De maneira que Paulo pôde declarar: “Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os corrompidos e descrentes. Antes a sua mente como a sua consciência estão contaminados” (Tt.1:15). O sangue de Cristo tem o poder de purificar nossa consciência (Hb.9:14), e assim, transformar nossa cosmovisão[2]. Passamos a enxergar a criação como ela realmente é: boa.

Alguns crentes primitivos, ignorantes acerca da obra reparadora da Cruz, ainda se submetiam às categorias da Lei, classificando a criação entre aquilo que era santo, e o que era profano, puro e impuro. Paulo diz que tais crentes estavam se apostatando da fé, “dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm cauterizada a própria consciência, que proíbem casamento (por classificarem o sexo como algo impuro), e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade, a fim de suarem deles com ações de graças; por que tudo o que Deus criou é BOM, e não há nada que rejeitar” (1 Tm.4:1-4).

A vida recupera seu colorido original quando a enxergamos sob o prisma da Cruz. Não há nada profano, mal, vulgar. Tudo é santo, à medida que serve ao propósito para o qual foi criado. Profanar algo é pervertê-lo, usando-o para o mal, e assim, atribuindo-lhe um significado maligno.
O que torna algo santo é a sua relação com o Criador. Uma vez que todas as coisas que há no céu e na terra foram reconciliadas com Ele por meio de Sua Cruz (Col.1:20), logo, concluímos que tudo é santo. Afinal, “dele e por ele e para ele são todas as coisas” (Rm.11:36). A harmonia entre o Criador e a criação promove a santificação de tudo quanto existe.

Deve ter sido um choque para Pedro, quando o Senhor lhe apareceu em visão, ordenando que ele matasse e comesse animais que eram vetados pela dieta prescrita na Lei Mosaica. Ao esquivar-se da ordem dada pelo Senhor, alegando que jamais havia ingerido coisa imunda, Pedro ouviu do Senhor: “Não faças imundo ao que Deus purificou” (At.10:15). Cristo resgatou a santidade original da criação.

Será que após a Cruz, a carne de porco se tornou menos danosa à saúde humana? Acredito que não. A purificação aqui é de caráter subjetivo, e não objetivo. Como vemos, desde que comeu da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, o homem teve a sua consciência danificada. A partir daí, a realidade passou a dividir-se entre coisas puras e impuras, santas e profanas, espirituais e materiais. Mas na Cruz, todo dualismo se desfaz. Céu e Terra se unem novamente na consciência daqueles cuja consciência fora purificada pelo sangue do Cordeiro. Na verdade, Céu e Terra jamais se separaram objetivamente. Assim como nunca houve, objetivamente, coisas puras e coisas imundas. Tais distinções eram frutos da consciência corrompida pela vaidade. É Paulo quem nos garante: “Eu sei, e estou certo no Senhor Jesus, que nenhuma coisa é de si mesmo imunda. Mas se alguém a tem por imunda, então para esse é imunda” (Rm.14:14). E mais:“Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os corrompidos e descrentes. Antes a sua mente como a sua consciência estão contaminadas” (Tt.1:15).


[1] Daltonismo - Espécie de cegueira que nos impede de enxergar as cores

[2] Cosmovisão – Maneira como vemos o mundo.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Estão oferecendo DROGAS na igreja! Por Hermes C. Fernandes

Prometa-me que vai ler até o fim…

“No meio da sua praça, em ambas as margens do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês. E as folhas da árvores são para a cura das nações.” Apocalipse 22:2

Para quem imagina que o tema tratado em Apocalipse seja o fim do mundo e a vida na eternidade, como explicar o verso acima?

A Nova Jerusalém descrita no capítulo anterior é uma figura da igreja de Cristo, uma vez que é apresentada como a esposa do Cordeiro. Ora, que outra esposa Ele teria senão Sua igreja? Trata-se, portanto, da sociedade dos santos, locomotiva da civilização do Reino de Deus.

Se a Nova Jerusalém fosse algo a ser esperado no futuro, para além da História, que sentido faria seus muros? De quê a cidade precisaria se proteger, já que os inimigos de Deus terão sido aniquilados?

O vidente João diz que não havia templos na cidade. Portanto, não se trata de uma sociedade religiosa. O Cristianismo original não pretendia ser uma nova religião, mas a pedra fundamental de uma nova civilização. Embora não houvesse santuários, havia uma praça. O que isso nos diz? Praça fala de vida social, de interação, lugar de encontro, de diálogo, de luz, fora das quatro paredes. E no meio desta praça, em vez do coreto encontramos uma árvore.

Quem é, afinal, o centro de todas as nossas atividades? Quem ocupa o lugar central de nossas existências? De quem nos alimentamos? Em quem encontamos o fruto da vida eterna? Não há outra resposta possível senão uma: CRISTO! Ele é a Árvore da Vida! Foi Ele quem disse: “Quem de mim se alimenta, por mim viverá!”

Seus frutos não são esporádicos, mas constantes. Toda estação é propícia para dar seus frutos.

O que mais chama a minha atenção neste verso em particular é a última sentença.

Naquela época era comum o uso de folhas como remédio. É daí que vem o hábito de tomar chá, fartamente cultivado nas cidades grandes. Ninguém duvida do poder medicinal que tem algumas plantas. Lembro-me do quanto chá de quebra-pedra tive que tomar quando sofri de cálculos renais. E ainda hoje, quando não consigo dormir, recorro ao chá de camomila ou de erva-doce.

Como se processa o chá? Folhas são deixadas por alguns minutos em água fervendo. Aos poucos, a água vai absorvendo as propriedades da planta, mudando sua coloração. O nome deste processo é infusão.

Estudos sugerem que o chá tem muitas propriedades benéficas importantes, por exemplo: é anticancerígeno, aumenta o metabolismo, ajuda o sistema imunológico, reduz o mau-hálito, diminui o stress, tem efeitos até sobre o HIV.

A folhagem da árvore da vida aponta para a inserção da igreja na vida social do mundo. Em vez de assimilarmos, somos assimilados.

Isso explica porque Deus não removeu Seu povo deste mundo. Nossa vocação promordial é a de ser sal da terra, provendo não apenas sabor, mas também preservação.

Para tal, temos que estar inseridos na xícara (mundo), liberando nossas propriedades terapêuticas.

Em vez disso, tornamo-nos numa sociedade extremamente religiosa e alienada do mundo. Cristo almeja curar as nações, e o único remédio de que dispõe já foi ministrado: é a presença da igreja no mundo.

A igreja precisa inserir-se na cultura, nas ciências, na política, no mundo empresarial, na educação, etc. Não me refiro à igreja como instituição, mas como organismo vivo, representado por cada um dos seus membros.

Marx tinha razão. A religião é o ópio do povo. Trazendo pra nossa realidade latino-americana, diríamos que a religião é a cocaína do povo. De onde vem a cocaína? Ou mesmo a maconha? De folhas. Tais plantas foram igualmente criadas por Deus, e têm, comprovadamente, propriedades medicinais. Porém, Deus não as criou para serem fumadas, ou transformadas em pó para ser inaladas.

Da mesma forma, a impressão que se tem é que a igreja entrou no ramo de tráfico da droga religiosa. Estamos oferencendo ao mundo o produto da árvore da vida processado para ser fumado e cheirado.

Que efeito a droga produz no usuário? Entorpecimento. Quem usa droga fica desligado da realidade. Cria até uma espécie de realidade paralela, onde a fantasia se confunde com o mundo real. Até que ponto a mensagem que tem sido pregada em nossos púlpitos não tem efeito alucinógeno nos crentes?

Que pena! O que deveria ser remédio, virou droga. E que droga!!!

Ao invés de nos posicionarmos no centro da praça, preferimos a comodidade dos guetos. Sentimo-nos mais seguros na pinumbra, com nossa subcultura, nosso evangeliquês imbecilizado. Enquanto isso, a criação segue aguardando impaciente a manifestação dos filhos de Deus.

Não fuja, seja resiliente!



Deus deseja que sejamos resilientes, superemos as dificuldades por meio do poder Dele.



Dias atrás, escrevi um artigo falando sobre a Pedagogia da Resiliência. Neste, explicávamos sobre o conceito da palavra resiliência e uma breve aplicação pessoal. Agora, gostaríamos de aprofundar um pouco mais o diálogo.


É possível ouvir por vários meios de comunicação, mensagens de que Deus vai te livrar, que Deus vai te dar, que Deus vai derrotar o inimigo, que Deus vai, que Deus vai...


No entanto, se pararmos para analisar este conteúdo a luz da Palavra de Deus, veremos que Deus quer sim nos abençoar, mas não trabalha na lógica humana e seus pensamentos são mais altos que os nossos (Is 58.8-9). Portanto, mesmo diante das dificuldades da vida e nossa ânsia pela solução, Deus tem seus propósitos. O próprio Cristo padeceu as agruras das aflições (Mt 26.42) e não encontro nenhum personagem bíblico que não tenha passado por dificuldades. Pois é na aflição que Deus se revela como consolador (Sl 119.50); é na escassez que Deus se revela como supridor (Fl 4.19); é na fraqueza que Deus se revela como fortaleza (Sl. 46.1).


C.S. Lewis disse: “Deus sussurra em nossos prazeres, fala em nossa consciência, mas grita em nosso sofrimento”.


A W Tozer acrescenta dizendo: “Dificilmente Deus usará um homem que não o tenha ferido profundamente”.


Ou seja, entendemos que por mais difícil que sejam, as dificuldades são uma realidade e nos fazem crescer. Por exemplo, leia esta história:


Certo dia, Deus aparece para um jovem e lhe dá uma missão. Ele deveria ficar empurrando uma grande pedra, bem maior que ele. O jovem, feliz pela missão recebida, ficara realizando a missão. Mas passado alguns dias, o inimigo se apresenta e começa persuadi-lo a desistir dizendo: Você está sendo enganado por Deus; esta pedra é muito grande e nunca se moverá. O jovem animado pela missão recebida pelo próprio Deus, não lhe deu atenção. Mas passado vários dias, retornando consecutivamente para atormentá-lo, o jovem ficou convencido que estava sendo enganado por Deus, já que estava empurrando uma baita pedra que jamais se moveria do lugar. E propôs no seu coração, de na próxima oportunidade, indagar a Deus. Passado alguns dias, Deus se apresenta e pergunta se estava tudo bem. Rapidamente o jovem expõe sua indignação pela missão recebida e se justifica dizendo que o inimigo estava certo, quando lhe dissera que a pedra era grande demais para se mover do lugar. Então Deus, na sua mansidão e sabedoria, olha para o jovem e diz: Mas eu nunca disse que a pedra se moveria, simplesmente lhe falei para empurrá-la. Você não percebeu, mas no início da missão você era muito fraco, seus músculos eram reduzidos, suas pernas e braços finos e despreparados. Mas agora isso tudo mudou. Seus braços e pernas estão fortalecidos, seus músculos e nervos rígidos e sua estrutura pronta para que eu possa te colocar onde quero que você esteja.


Moral da história: quem sabe você está empurrando pedra na sua vida, e pede para que Deus lhe tire deste pedregal. Porém, se ele te tirar, você não estará preparado para o propósito que Ele tem na sua vida. Por isso, deixe Deus te tornar resiliênte, te capacitando a superar as dificuldades de cabeça erguida.


Em At 9.15-16 diz assim: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome”. Deus não falou que isentaria “Saulo” de todas as dificuldades, muito pelo contrário, que ele padeceria pelo nome do Senhor. Observamos que depois de uma longa jornada, ouvimos da boca do apóstolo “Paulo” o seguinte: Fl 4.13 “Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece”. Deus o ensinara que mais importante que estar num invólucro de proteção é estar no campo de batalha, lutando e vencendo.


Podemos aprender pelo menos quatro (4) lições básicas neste diálogo


1º Todos passaremos por várias dificuldades nesta terra.


Tenho-vos dito isto, para que em mim tenhais paz; no mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo, eu venci o mundo. Jo 16:33


O próprio Jesus afirmou que passaríamos por dificuldades. O fato de aceitarmos a Cristo, não nos isenta de dificuldades. Porém, nos garante a sua companhia diante delas, nos fazendo resilientes.


2º Deus não tem o objetivo de nos isentar literalmente das aflições, mas nos ensinar por meio delas. Não peço que os tires do mundo, mas que os livres do mal. Jo 17:15


Por meio das dificuldades, Deus deseja trabalhar com nossa vida, nos fortalecer e nos preparar para aquilo que tem projetado para nós. Assim foi como todos os personagens bíblicos. Porque, caso contrário, nos tiraria deste mundo e seria a maneira mais rápida e fácil (o que acontecerá um dia. Mas enquanto isso não acontece, vivamos de forma resiliênte).


3º E como eu fico sabendo se sou resiliente ou não? Se te mostrares fraco no dia da angústia, é que a tua força é pequena. Pv 24:10


Pare agora mesmo e avalie, faça uma análise introspectiva, lembrando das últimas ocasiões que enfrentou uma dificuldade. Como foi sua reação? Desesperou-se ou permaneceu firme? Como você precedeu diante da adversidade? Desistiu de tudo na hora da aflição? – Se sua conduta foi de desespero, de desorientação, de impaciência, de desistência, então você precisa de resiliência na sua vida.


Peça agora mesmo ao Senhor, que acrescente resiliência na sua vida, e que lhe conceda força para superar todas as tempestades, dizendo o mesmo que o apóstolo Paulo: Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece (Fp 4:13).


4º Deus deseja que sejamos resilientes, superemos as dificuldades por meio do poder Dele.


E disse-me: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo. II Co 12:9


Purinton disse: “Os grandes homens vêem onde os pequenos suspiram”. Dave Weinbaum: "Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço”. Martinho Lutero: “os cristãos devem ter ombros fortes e ossos potentes” John Stott.: “A perseguição ou oposição é uma característica de cada pregador cristão verdadeiro”.


Deus prova a todos que as dificuldades são momentâneas, mas só poderão ser vencidas pelo poder da Cruz. Deus tem sim, todo o poder, para mudar toda e qualquer situação, desde que esteja em conformidade com sua soberania (Ef 3.20).


Que neste dia, você que se encontra em dificuldades, entenda que quanto mais relutar sem compreender o propósito diante disso, pior ficará. Entenda que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8.28) e em todas as dificuldades, somos já, mais que vencedores por meio de Cristo Jesus (Rm 8.37).


NÃO FUJA, SEJA RESILIENTE!

sexta-feira, 14 de maio de 2010

A oração do velho pastor...

Havia apenas vagos rumores lá fora, quando o pastor entrou no seu quarto, após o culto. Olhou-se demoradamente no espelho. Viu que a sua indumentária de ministro não mais lhe causava impressão prazerosa. Olhou mais uma vez para o espelho e chocou-se ao notar as inúmeras rugas que o tempo imprimira em seu rosto, antes jovem, e agora débil, sem brilho e encarquilhado. A velhice chegara com todas as suas marcas indeléveis. Quis então esboçar um sorriso, mas nada conseguiu.

Absorto, mergulhou agora no escuro e pequeno mundo de sua meninice. A frase dita e predita por sua mãe reverberava com força nas cordas de seu coração: “Um dia Deus vai lhe usar para mudar o mundo!”. Na verdade, o que a sua velha mãe, hoje falecida, se referia, era o mundo do seu pequeno vilarejo, do qual nunca saíra em toda a sua vida. Ele parecia, agora, estar vendo a alegria estampada na face de sua genitora, quando dizia para suas amigas: “Esse menino vai longe!”.

Aos vinte e quatro anos foi consagrado pastor, e por dez anos a tônica de suas orações era essa: “Meu Deus, ajuda-me a mudar esse mundo tão mau e corrupto!”

A roda do tempo girou, girou por mais dez anos, e o mundo apesar das reformas e revoluções, permanecia perverso, não dando sinal de mudança. E o que deixava o pastor mais transtornado, era o fato de ver que a sua própria família não queria assimilar o bem que ele tanto apregoava. Foi por esse tempo que a sua fé começou a fraquejar, à medida que a sua impaciência crescia.

Uma noite se surpreendeu orando assim: “Meu Deus ajuda-me a mudar a minha esposa e os meus filhos!” Ele pedia a Deus como se fosse a última cartada, como se dissesse: “Senhor, muda pelo menos a minha família, já que o mundo continua o mesmo!”.

Já beirando os setenta anos de idade, encontrava-se o velho pastor em seu leito, olhando pela janela aberta, o céu límpido e estrelado. Ele via que cada estrela tinha o seu brilho peculiar, e que não conseguia ver uma estrela igual a outra em luminosidade. Nessa noite ele ouvia, vindo de longe, uma música suave, tirada das teclas de um dolente piano. Quando o mais duro fardo do seu íntimo parecia querer romper em prantos, eis que surgiu dentro de si uma centelha de esperança. Foi aí então, que dos recessos de sua alma brotou tremulante como as estrelas do céu, essa oração: “Meu Deus ajuda-me a mudar-me!”.

Após essa oração, o velho pastor, conseguiu enfim sorrir. Mesmo sentindo apertar o círculo conclusivo da vida, ele estava ali, desta feita, absolutamente tranqüilo. Após essa oração dizia de si para si: “chega de querer mudar o mundo, meu Deus. Mesmo que as dores venham me assaltar, mesmo que não haja músicas para me consolar, e ao contrário dessa belíssima noite, vierem negras nuvens, eu não cessarei de rezar essa prece por toda a minha vida”.

Durante muitos anos o pastor tinha lutado como um gigante para mudar o mundo, mas finalmente, mesmo velho e desfigurado, mesmo sem ninguém por perto para elogiá-lo e cobri-lo de louros, tivera o privilégio de alcançar a graça para ver mundo com outros olhos. Fora enfim curado de uma miopia espiritual, que à distância, o fazia enxergar as pessoas tão feias e deformadas.


“A lâmpada do corpo são os olhos. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luz”.
(Mateus 6: 22)

Muito sal

Hoje levantei e, como sempre, caí de joelhos, numa prolongada oração. Nela, apresentei minha família, numa intercessão poderosa, falei em línguas e então, passados quarenta minutos, fui ao banheiro, escovar os dentes e tomar banho, sem expôr minha nudez. Em nenhum momento deixei de cantar louvores e entoar os hinos da harpa.

Tomei meu café, não antes de orar, e repreendi meus filhos – que tirei da cama bem cedo para me acompanhar em minhas orações e tomar o desjejum matinal – por não ter orado da forma correta, sem a reverência necessária para o ato.

Com ósculo santo, saudei minha família e sai, sempre com louvor em meus lábios, bendizendo o nome do Senhor.

Não demorou para que eu encontrasse um necessitado, um pobre moço que as drogas vinha destruindo, e com minha oração de poder e minha vida consagrada, pus minhas mãos sobre sua cabeça e o libertei das mãos do inimigo, instantaneamente. O rapaz levantou naquele momento e nunca mais tocaria em qualquer tipo de droga ou álcool. As dívidas contraídas com a droga foram instantaneamente esquecidas pelos traficantes, e a família esqueceu todo o prejuízo e decepção, confiando no milagre da oração (estranhamente, eles, os pais, também são crentes).

Continuei meu caminho, o hino de vitória estava em meus lábios, e ao me ver passar diante do bar, os bêbados e prostitutas desviaram o olhar, diante de um legítimo servo do Reino, portador da Verdade Celestial.

Um guincho alto, um baque seco, não percebi o enorme ônibus que me acertou.

Não sei quanto tempo estive apagado, mas despertei numa estranha realidade. Foi então que o vi. Ele resplandecia. Sabia que aquela forma humana era o jeito mais fácil para compreende-lo:

- Senhor, és tu?
- Pois não, Zé...
- Sou um de seus salvos, ó Jesus?
- Sim... vamos indo...
- Mas senhor... em teu nome vivi minha vida...
- Eu sei, Zé...eu vi...
- Por isso sou salvo, ó Filho de Deus?
- Não... Você está na eternidade porque Eu disse que te traria... - disse o Mestre, andando na frente. Parecia impaciente.
- Senhor! Tu pareces aborrecido com algo. Serei eu, ó t-o-d-o p-o-d-e-r-o-s-o?
- Sabe o que é? - disse Jesus, o encarando
- Falais, ó c-r-i-a-d-o-r d-o-s u-n-i-v-e-r-s-o-s...
- Tu é chato pra caramba... "Vamo" “bora” logo...

O excesso de sal é tão ruim quanto a falta, embora o problema do excesso é a complicação de dessalinizar: As pessoas sabem que o contato com você, sal da terra, só serve para lembrar o quanto é ruim estar em contato com sua ladainha.

Tentar mostrar uma vida da forma relatada acima é tão ruim (e ilusória) quanto viver sendo um pecador ininterrupto. Não se consegue, por mais que se garanta o contrário.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Minha declaração de (não) fé

Resolvi fazer uma lista de coisas nas quais não creio, uma espécie de não-credo, de declaração de falta de fé, ausência total de comprometimento com as tais, são elas:


Não creio na fé sem amor: não é fé, mas apenas discurso religioso adoecedor.

Não creio na teologia sem amor: não é teologia, mas apenas acúmulo de informação religiosa neurotizante.

Não creio na igreja sem amor: não é igreja, mas apenas ajuntamento de pessoas sob a pseudo aura do "sagrado".

Não creio no ministério sem amor: não é ministério, mas apenas serviço burocrático de indivíduos com mania de divindade exibicionista.


Não creio nas profetadas e suas bizarrices batizadas de "santidade": não são profecias, mas apenas o ridículo disfarçado de unção.

Não creio nas bênçãos dos profetas da prosperidade: não são bênçãos, porque só quem abençoa é Deus e Ele não compra minha fé.

Não creio nas maldições dos profetas da Al Qaeda divina: não são maldições, são apenas um revanchismo sagrado movido a vingancinhas medíocres.


Não creio em qualquer um...


Não creio em milagre todo dia: milagre não é rotina, se assim for já não é milagre.

Não creio em gente que cai no "espírito" mas não consegue andar no Espírito.

Não creio em línguas esquisitas quando a mesma língua ainda não foi transformada pelo Espírito da Palavra.

Não creio em "massagens de púlpito", mas em Mensagens do céu!

Não creio em encontros de casais erotizados e vulgares, produtos envergonhados de uma importação da mídia em sua sensualidade abusiva, prefiro encontros de casais que promovam o redescobrir do encanto...

Não creio numa série de outras coisas... mas como dizia Kierkegaard, "Com a ajuda do espinho em meu pé, salto muito mais alto".

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fuja da gaiola dos aproveitadores da fé

Hermes C. Fernandes


É triste constatar que há muitos tirando proveito do rebanho de Deus. Usam da credulidade do povo para alcançar seus fins, nem sempre louváveis. Fazem promessas mirabolantes, que jamais poderão cumprir. Loteiam o céu, e vendem o que jamais podem entregar. Pedro denuncia os tais que prometem “liberdade, sendo eles mesmos escravos da corrupção; porque de quem um homem é vencido, do mesmo é feito escravo” (2 Pe.2:19).

Infelizmente, o povo de Deus tem sido massa de manobra nas mãos desses homens inescrupulosos. O que nos consola é saber que um dia eles terão que prestar contas a Deus.

Vemos muito abuso de autoridade, em que a vida privada das pessoas é invadida, e seus direitos violados. As Escrituras estão cheias de advertências acerca dos que usam tais expedientes. Paulo adverte aos crentes de Colossos a que tivessem cuidado para que ninguém os fizesse “presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo” (Col. 2:8).

Tudo começa com um alçapão estrategicamente armado. Desavisado, o pássaro avista um pouco de comida e logo se aproxima. Depois de pego é levado para uma gaiola. Seja de bambú ou de ouro, gaiola é gaiola. Pássaros foram feitos para a liberdade. Engaiolado ele até canta, mas de saudade de voar livremente.

Ninguém tem o direito de invadir a privacidade de outrem, ditando o que lhe é ou não permitido fazer. Os Colossenses estavam sendo assediados por gente dessa extirpe. E o pior é que eles usavam de artifícios espirituais, tais como visões e culto a anjos, para subjugar os crentes. Paulo adverte: “Ninguém vos prive do prêmio”! Que prêmio é este de que os crentes de Colossos estavam sendo privados? A liberdade!

A lógica paulina é imbatível: “Se estais mortos com Cristo, quanto aos rudimentos do mundo, por que vos sujeitais ainda a ordenanças, como se vivêsseis no mundo, como: não toques, não proves, não manuseies? Todas estas coisas estão fadadas ao desaparecimento pelo uso, porque são baseadas em preceitos e ensinamentos dos homens. Têm, na verdade, aparência de sabedoria, em culto voluntário, humildade fingida, e severidade para com o corpo, mas não têm valor algum contra a satisfação da carne” (Col.2:20-23). O que parecia “culto voluntário”, não passava de mais um artifício para manter as pessoas cativas e oprimidas.

Os mais duros discursos de Jesus foram dirigidos aos religiosos de Seu tempo. Jesus os desmascarava, pois atavam “fardos pesados e difíceis de suportar”, e os punham “nos ombros dos homens”, porém, eles mesmos nem com o dedo queriam movê-los. “Tudo o que fazem é a fim de serem vistos pelos homens”! Jesus não poderia ser condescendente com tamanha hipocrisia. Ele vociferou: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Devorais as casas das viúvas, sob pretexto de prolongadas orações. Por isso sofrereis mais rigoroso juízo. Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito, e depois de o terdes feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós” (Mt.23:4-5a, 14-15). Que triste ironia! Tenho a impressão de já ter visto este filme antes! Quantos deixaram a bruxaria, cansados de todas as obrigações impostas pelos espíritos? Mas ao migrarem para as igrejas evangélicas, encontram fardos semelhantes, e por vezes, mais pesados, que lhes são impostos por líderes vorazes e inflexíveis.

O Evangelho não pode ser reduzido a um monte de regras, do tipo “pode/não pode”. Isaías diz que os sacerdotes de seu tempo andavam “errados na visão”, e tropeçavam “no juízo. Todas as suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia, e não há nenhum lugar limpo. A quem se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender a mensagem? Ao desmamado, e ao arrancado dos seios? Porque é: Preceito sobre preceito, regra sobre regra; um pouco aqui, um pouco ali” (Is.28:8-10). Tal como os sacerdotes contemporâneos de Isaías, muitos líderes atuais têm reduzido a Palavra de Deus a um amontoado de regras desconexas, e as imposto ao povo de Deus deliberadamente.

Alguns, mais escrupulosos, apresentam tais regras como “princípios”, ignorando toda e qualquer regra hermenêutica. O Evangelho acaba sendo transmitido como uma receita de bolo. Se as pessoas fizerem tudo direitinho, hão de colher os resultados esperados.

Todo tipo de arbitrariedade é praticado, usando como pretexto a autoridade espiritual que recai sobre o líder. A doutrina que advoga a infalibilidade papal agora encontra seu par entre os herdeiros da Reforma Protestante. Quem quer que ouse questionar o líder, é chamado de rebelde, e, por isso, deve ser expurgado, excomungado, excluído do meio do rebanho.

Em alguns casos, o pastor se acha no direito de dizer com quem a pessoa deve se casar, onde deve morar, em que deve trabalhar, e etc. Não atender às ordens pastorais é insubmissão que deve ser rigorosamente punida. Quão atual é orientação que Pedro dá aos pastores:


“Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente, não por torpe ganância, mas de boa vontade; não como dominadores dos que vos foram confiados, mas servindo de exemplo ao rebanho”. 1 Pedro 5:2-3


Coerção, imposição, autoritarismo, são palavras que deveriam ser riscadas do dicionário eclesiástico e pastoral. O líder cristão deve desempenhar sua função através do exemplo. Em vez de mandar, ele demonstra como se faz. Em vez de se servir de seus subordinados, ele os serve. Em vez de impor, ele expõe e propõe.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Liberdade, liberdade, abre as asas sobre nós!


Hermes C. Fernandes


“Que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo, e que deixes livres os quebrantados, e despedaces todo jugo...” ISAÍAS 58:6


“Liberdade não é meramente tirar as correntes de alguém, mas sim viver de uma forma que respeita e aumenta a liberdade dos outros”.
NELSON MANDELA


Não temos o direito de restringir a liberdade de quem quer que seja. O mandamento de Deus é claro: “Não oprimirás o teu próximo, nem o roubarás” (Lv. 19:13). Toda opressão é roubo, pois é privação da liberdade, um dos mais importantes direitos humanos.

A presença do Espírito Santo visa disseminar a genuína liberdade no Mundo, pois “onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Co.3:17). Não apenas liberdade no sentido de “ir e vir”, mas liberdade no sentido de não viver debaixo de jugo algum, nem espiritual, nem emocional, nem social.

Toda opressão é contrária à justiça do Reino de Deus. Ninguém tem o direito de oprimir seu próximo, ou explorá-lo, servindo-se de seu trabalho, sem lhe dar paga alguma.

O que mantém as pessoas sob opressão ou escravidão é a falta de conhecimento. Somente o conhecimento da verdade é capaz de produzir plena liberdade. Foi Cristo quem anunciou: "Conhecereis a verdade, a verdade vos libertará". E Ele mesmo Se identifica como "a verdade". É por Ele que conhecemos nossa condição espiritual e somos desafiados a transcendê-la. Devemos, portanto, conhecer, não apenas à Sua pessoa, ou à Sua doutrina, mas também à Sua obra, e ao Seu modus vivendi.

Sua morte vicária na Cruz foi a carta de alforria assinada com o Seu próprio sangue. Estamos finalmente livres! Ninguém mais tem o direito de dominar-nos a seu bel-prazer. Infelizmente, nem todos têm acesso a esta poderosa verdade, e por isso, aceitam passivamente a exploração e a servidão.

Imagine que depois de tanto tempo que a Lei Áurea foi assinada pela Princesa Isabel, ainda haja gente trabalhando em regime de escravidão em nosso País. Esta é uma triste realidade. Pessoas trabalham por comida e estadia. São exploradas, privadas de sua dignidade, e se não produzirem o exigido por seus senhores, são submetidas aos mais severos castigos. O fato é que tais “senhores” se aproveitam da ignorância de seus “criados”, para mantê-los sob seu ferrenho domínio.

A morte de Cristo atribui dignidade a todo ser humano independente de raça, cor, religião ou sexo. “Cristo nos libertou para que sejamos de fato livres” (Gl.5:1a). Não podemos nos colocar “debaixo de jugo de escravidão”.

Essa liberdade deve ser partilhada com nosso semelhante. E isso fazemos quando proclamamos “liberdade aos cativos” (Is.61:1b), e trabalhamos para que toda estrutura injusta de domínio seja denunciada e desbaratada.

Paulo nos informa que o fim desta Era virá quando Cristo “tiver entregado o reino a Deus, ao Pai, e quando houver destruído todo domínio, e toda autoridade e todo poder. Pois convém que ele reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés” (1 Co. 15:24-25). E será através da ação profética/social da igreja, que tais estruturas serão destruídas.

Isso nos coloca numa posição marginal/subversiva neste mundo. Estamos no ramo de demolição de estruturas de poder. Não as demolimos com armas carnais, e sim espirituais e poderosas em Deus (Confira 2 Co.10:4). Não precisamos nos engajar numa luta arma, numa revolução militar, política ou ideológica. As estruturas de poder ruirão depois que forem fragilizadas pela infiltração da verdade. Resistência, denúncia, profetismo, ação social e discipulado são algumas das munições usadas por nossas armas espirituais.

Não podemos nos aliar aos poderes deste mundo, ainda que estejamos, por ordem divina, submetidos às autoridades constituídas. Devemos lealdade unicamente a Cristo e ao Seu Reino. Quando nos aliamos aos poderes deste mundo, estamos traindo nosso chamado. Vale aqui a exortação do salmista:


“Até quando defendereis os injustos, e tomareis partido ao lado dos ímpios? Defendei a causa do fraco e do órfão; protegei os direitos do pobre e do oprimido. Livrai o fraco e o necessitado; TIRAI-OS DAS MÃOS DOS ÍMPIOS. Eles nada sabem, e nada entendem. Andam em trevas”. SALMOS 82:2-5a


Paulo faz coro com esta verdade, ao declarar que “os poderosos deste mundo” estão destinados a serem aniquilados, pois nenhum deles conheceu a verdadeira sabedoria, “pois se a tivessem conhecido, jamais teriam crucificado o Senhor da glória” (1 Co.2:6,8). Por isso, o salmista diz que “eles nada sabem, e nada entendem”. Aliar-se a tais poderes, é o mesmo que aliar-se a algo destinado a ser completamente aniquilado. Devemos, como povo de Deus, optar pelos oprimidos, pelos fracos, pelos explorados, pelos excluídos, pelos pobres, pelas minorias.

Até quando as igrejas cristãs se manterão aliadas aos poderosos? Até quando aqueles que alegam representar Cristo na Terra vão continuar se promiscuindo com os opressores? Não há meio termo. Quem deseja viver e propagar a justiça do Reino, tem que fazer uma opção pelos oprimidos, e não pelos opressores. Tal qual Cristo, devemos optar pelos excluídos, os menos favorecidos, e trabalhar para tirá-los das mãos dos seus algozes.

O sábio rei declarou: “Informa-se o justo da causa dos pobres; mas o ímpio não quer saber disso” (Pv. 29:7). O ímpio está sempre “lavando as mãos”, como fez Pilatos. Ele prefere omitir-se, em vez de tomar posição em favor dos menos favorecidos.

Tanto os profetas, quanto os apóstolos, aliaram-se às camadas mais necessitadas, em vez de se aliaram aos poderosos. Por isso, eram considerados subversivos, e foram duramente perseguidos.

Contrário a qualquer tipo de discriminação social, Tiago escreve: “Se na vossa reunião entrar algum homem com anel de ouro no dedo, e com trajes de luxo, e entrar também algum pobre andrajoso, e atentardes para o que tem os trajes de luxo, e lhe disserdes: Assenta-te aqui em lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica aí em pé, ou assenta-te abaixo do estrado dos meus pés, não fazeis distinção entre vós mesmos, e não vos tornais juízes movidos de maus pensamentos? Ouvi, meus amados irmãos: Não escolheu Deus aos que são pobres aos olhos do mundo para serem ricos na fé e herdeiros do reino que prometeu aos que o amam? Mas vós desonrastes o pobre. Não são os ricos os que vos oprimem e vos arrastam aos tribunais?” (Tg.2:2-6). Fica claro nessa passagem que o próprio Deus prioriza o pobre, o oprimido, o necessitado.

Temos a obrigação de livrar o fraco e o necessitado. Alguém precisa falar-lhe da verdade libertadora do Evangelho. Alguém tem que contar-lhe da dignidade que Cristo lhe conferiu. “Glorie-se o irmão de condição humilde na sua alta posição. O rico, porém, glorie-se na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva” (Tg.1:9-10).

Uma revolução está a caminho, mas que não demandará derramamento de sangue, nem violência. Será a revolução do amor, da paz e da justiça.


“Assim diz o Senhor: Exercei o juízo e a justiça, e livrai o oprimido das mãos do opressor. Não oprimais mais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva, e não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar.” JEREMIAS 22:2


Violência gera violência. Não se apaga fogo com fogo. Devemos transformar nossas armas em arados, e qualquer desejo de vingança em perdão. A profecia messiânica diz que Cristo “exercerá o seu juízo entre as nações, e repreenderá a muitos povos. Estes converterão as suas espadas em arados e as suas lanças em podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra”(Is.2:4). Eis nossa esperança!


“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Executai justiça verdadeira; mostrai bondade e misericórdia cada um a seu irmão. Não oprimais a viúva, nem o órfão, nem o estrangeiro, nem o pobre, nem intente o mal cada um contra o seu irmão em seu coração”.

ZACARIAS 7:9-10

As viúvas e os órfãos representam para nossa sociedade as classes desassistidas, aqueles para os quais a corda rompe primeiro. Nossa sociedade está cheia de órfãos de pais vivos. Nossas crianças e adolescentes estão crescendo sem qualquer assistência. Embora o Estatuto da Criança e do Adolescente represente um avanço considerável, precisamos de políticas mais eficazes, que promovam uma educação de qualidade para nossos filhos. O que será de uma geração inteira que cresceu aos cuidados da babá eletrônica?

E quanto aos nossos velhos? Até quando morrerão nas filas do INSS? São viúvos do Estado. Estão entregues à própria sorte.

O estrangeiro representa o diferente, o pertencente a outra realidade, outra crença, outra ideologia. É triste constatar como os imigrantes brasileiros são explorados no Exterior. Geralmente, trabalham por menos que o salário mínimo do país.

Uma etnia não tem o direito de dominar pessoas de outra etnia. Não há raças superiores, nem fisica, intelectual, ou espiritualmente.

Também é triste assistir ao crescimento dos bolsões de miséria, das favelas e guetos, habitados por aqueles que deixaram seus rincões, no afã de obterem melhores oportunidades na cidade grande.


“O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás, pois estrangeiros fostes na terra do Egito.” ÊXODO 22:21


“Como o natural entre vós será o estrangeiro que peregrina convosco. Amá-lo-eis como a vós mesmos, pois fostes estrangeiros na terra do Egito. Eu sou o Senhor vosso Deus.” LEVÍTICO 19:34


“Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses, e o Senhor dos senhores, o Deus grande, poderoso e terrível, que não faz acepção de pessoas, nem aceita suborno. Ele faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe alimento e vestes. Amai o estrangeiro, pois fostes estrangeiros na terra do Egito.” DEUTERONÔMIO 10:17-19

Deus apela à compaixão. Só podemos nos compadecer daquele que passa por algo pelo qual um dia passamos. Somos um país de imigrantes. Quem não é imigrante, é, no mínimo, filho, neto ou bisneto de imigrante. Os únicos que têm suas raízes fincadas nesta terra há mais tempo são os indígenas. Os demais descendem de europeus, africanos e orientais. Portanto, antes de agirmos com preconceito, ou explorarmos mão-de-obra estrangeira, lembremo-nos de nossos ancestrais.
O trato que Deus ordenou que Seu povo dispensasse ao estrangeiro era de tal ordem, que é usado como referência para o trato que devemos dispensar a nossos irmãos, quando estes atravessarem alguma dificuldade econômica:


“Quando teu irmão empobrecer e as suas forças decaírem, sustentá-lo-ás como a um estrangeiro ou peregrino, para que viva contigo.” LEVÍTICO 25:35



Quem diria... Em vez de o estrangeiro ser tratado como irmão, o irmão que deveria ser tratado como estrangeiro. Porém, hoje, tratar um irmão como se fosse um estrangeiro, seria considerado um total descaso, dado o desprezo com que tratamos àqueles que consideramos diferentes de nós.

Se amamos a liberdade, devemos promovê-la, ainda que isso nos custe a privação momentânea desta mesma liberdade.

Cortes, podas e frutos.

Hermes C. Fernandes

Frutos! Muito tem sido dito acerca disso. Temos que dar frutos, vociferam os pregadores em seus cultos dominicais. Uns confundem os frutos com almas ganhas para Cristo. Outros confundem com ofertas tragas no gazofilácio. Do que se trata, afinal, tais frutos?
O fruto é o que se espera de uma árvore. Cada árvore deve produzir de acordo com sua espécie. Portanto, seus frutos denunciarão qual é sua verdadeira natureza. Jesus deixou isso muito claro:“Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? Do mesmo modo, toda árvore boa produz bons frutos, e toda árvore má produz frutos maus. Não se pode a árvore boa produzir maus frutos, nem a árvore má produzir frutos bons” (Mt.7:15-18).
Em outras palavras, não se deixe enganar pela aparência, pela voz suave, pelo jeito cativante. Verifique os frutos, não apenas a curto prazo, mas também a médio e longo prazo. Jesus também alerta sobre isso: “Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi, e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça (Jo.15:16a).
Portanto, não importa apenas a quantidade de frutos, mas também sua qualidade. Se o fruto dado não resiste ao tempo, é sinal de que há algo errado com a árvore.
Éramos todos ramos de uma árvore chamada Adão. Tudo o que produzíamos já vinha bichado, apodrecido pelo pecado. Paulo levanta a questão: “E que fruto tínheis então das coisas de que agora vos envergonhais? pois o fim delas é a morte” (Rm.6:21). A seiva de que nos nutríamos estava comprometida. Mas Deus nos removeu dessa árvore e nos enxertou numa nova árvore, a saber, Jesus Cristo, a Videira Verdadeira. Esta o operação de remoção e enxerto pode ser chamada de “arrependimento”.
O que Deus espera de nós, agora? Que produzamos “frutos dignos de arrependimento” (Mt.3:8). Tais frutos apontam para o conjunto de nossa vida, e não apenas para as ofertas ou pessoas que trazemos à igreja. A maneira como tratamos nosso cônjuge, nossos filhos, colegas de trabalho, e até com os nossos inimigos, como lidamos com a possessão de bens materiais, como reagimos a uma crise, etc. Enfim, nosso comportamento vai revelar de que árvore somos ramos e de que seiva temos nos alimentado.
O apóstolo Paulo chama este conjunto de “o fruto do Espírito”. Em vez de usar a palavra grega γέννημα (gennēma), traduzido geralmente como “ frutos” (plural), ele usa καρπός (karpos), que geralmente é traduzida como “fruto” (singular). O que ele tem em mente é um cacho de uvas(lembre-se que Cristo se apresenta como a Videira). Cada uva é uma gennēma, mas o cacho inteiro é um karpos. Você nunca vai encontrar um cacho de uvas com espaços vagos. Da mesma maneira, quando somos partícipes da Videira Verdadeira, Sua seiva que é o Espírito Santo produz em nós o fruto completo: “Amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio” (Gl.5:22-23).
Há uma lista parecida oferecida por Pedro (2 Pe.1:5-7), onde ele termina dizendo: “Pois se em vós houver estas coisas em abundância, não vos deixarão ociosos nem infrutíferos no pleno conhecimento de nosso Senhor Jesus Cristo” (v.8).
Aquele que estando n’Ele não dá o fruto esperado, recebe d’Ele o trato necessário. Segundo Jesus, quem não dá fruto é cortado, pois ocupa inutilmente o espaço (Mt.21:43), enquanto quem produz é podado pra que produza ainda mais. Ninguém fica imune à tesoura do podador (Jo.15:2). O que demonstra que Deus Se importa tanto com a qualidade de nossos frutos, quanto com a quantidade de nossa produção.

domingo, 2 de maio de 2010

O Evangelho não precisa ser defendido e sim Anunciado. Por Pr. Israel Gomes da Silva


Tenho acompanhado com enorme pesar, as últimas confusões causadas por um grande número de crentes que, por entenderem equivocadamente o evangelho, tomam para si a função de “Defensores do Evangelho”.

Analisando bem o significado da palavra defensor, (aquele que defende ou protege), vemos que há uma distorção no entendimento desses pretensos heróis.

O Evangelho de Cristo não precisa de defensores!

Sendo esse evangelho de Cristo, o Deus unigênito, Aquele a quem foi dado todo o poder, (Mt. 28.18) O Senhor de todas as coisas, Aquele que vencendo a morte ressuscitou, foi assunto aos céus e edificou a sua igreja (Ef. 1:20-22), precisaria Ele de alguém para “defender” o seu evangelho?

Se o evangelho é de Cristo, o que me faz pensar que eu o possa defendê-lo?
Quem sou eu, um simples mortal para defender algo que existe antes de tudo que conhecemos. Sim, pois o evangelho já estava previsto pela Trindade (At. 2.23). E disso dá testemunha o próprio livro de Gênesis quando Deus, após sentenciar os pecadores, lhes avisa que o tempo da punição chegaria ao fim quando da semente da mulher, surgisse aquele que esmagaria a serpente (diabo) pivô de todo o mal que estava acontecendo. (Gn. 3)

Cristo não mandou que ninguém defendesse seu evangelho. Ele determinou que seus seguidores o anunciassem a toda a criatura e, para isso, capacitou-os com dons e os fez seus apóstolos. (Mt. 28.19-20; Mc. 16.15-18; Lc. 24. 44-49)

Infelizmente, temos testemunhado grandes contendas entre aqueles que pretendem defender o “evangelho”. Bibliólogos, leigos, teólogos, todos querem ser apologistas (que discursam apaixonadamente em defesa de algo ou alguém) no nosso caso o evangelho. Esses tais chegam ao cúmulo de se digladiarem, amaldiçoando a tudo e a todos que lhes resistem as idéias. Consideram-se os donos da verdade, esquecem que até mesmo os mais nobres pais da Igreja não concordavam plenamente entre si. Vemos isso em Agostinho, Tomaz de Aquino, Lutero, Armínio e até Calvino. (responsáveis pela quase totalidade das idéias teológicas atuais) Daí a diferença entre as posições tão discutidas hoje que fazem tanta separação entre as igrejas de Cristo, colocando em oposição às ditas históricas (alcunhadas de tradicionais onde são mais comuns as idéias calvinistas e luteranas) e as pentecostais, (em sua maioria arminianas também conhecidas como renovadas). Tais teólogos deturpam expressões bíblicas como “separação entre carne e espírito, luz e trevas” para romperem a comunhão entre os próprios cristãos. Alguns chegam até a nem saudar os irmãos com expressões cristãs por não considerá-los crentes. Tudo isso graças às diferentes posições teológicas aventadas por seus pastores.
Quando falo de diferenças teológicas não estou considerando a moderna teologia da prosperidade que não tem base bíblica para ser considerada como teologia, mas as que já atravessaram séculos e séculos de discussões. Não estou falando das invencionices de pastores e profetas que por não temerem a Deus, se aproveitam das suas ovelhas e que já foram denunciados pelos profetas Jeremias e Ezequiel. (Jr. 23.9-40 e Ez. 34)

Tudo não passa de uma grande confusão! Toda essa confusão é Filosofia e tem servido para formar ávidos apologistas, pretensos defensores de uma ideologia, mas poucos missionários e pregadores.

O Reino deveria estar unido e o que vemos é uma grande peleja entre os que se dizem cristãos.
Cristo advertiu em certa ocasião que “todo o Reino dividido não prevalece” (Lc. 11.17-18). Paulo escrevendo aos coríntios diz: “Está Cristo dividido?” (1ª Co. 1.13)

Em vez de levantarmos a bandeira do denominacionalismo, deveríamos nos unir para ANUNCIAR o verdadeiro Evangelho de Cristo, a Chegada do Reino de Deus e, isso não só de PALAVRA, mas na forma de VIVER. Por isso esse evangelho é ETERNO e poderoso. Porque é a revelação da VERDADE que liberta. (Jo. 8.32) Por isso aquele que aceita a Cristo é JUSTIFICADO e então, como justo, por justiça deve fazer cumprir a profecia que diz, “O meu justo viverá pela fé” (Hb. 10.38)

Deus não se agrada de ver os crentes, os pastores ou os teólogos discutindo sobre como deve ser a liturgia, o batismo, ou a teologia da igreja. Ele tem prazer em ver o justo viver pela fé. Viver pela fé é testemunhar de todas as formas sobre a sua nova condição de liberto.

Não estou, com isso, pregando a junção das denominações, mas quero exortar-vos a voltarem ao evangelho puro e simples, poderoso e verdadeiro. Não devemos pregar um evangelho que nos separa, colocando muralhas entre os povos, mas o evangelho que liberta e derruba todas as muralhas, nos fazendo ver no rosto do nosso próximo a imagem daquele que o formou.
Acredito piamente que a vitória da igreja não será por enfrentar o inimigo, mas por permanecer fiel, firme, e inabalável, perseverando na promessa e guardando fielmente as palavras de Jesus.

O Evangelho de Cristo é o Evangelho da Paz!

Vida Plena em Cristo Jesus!

Transcrevo assim, as palavras do Apóstolo Paulo:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (...) . Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - PELA GRAÇA SOIS SALVO, e juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus." (Ef. 2. 1;4-7).

“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.” (Ef. 3.14-19)