Imagem de Paz!

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Foto da cachoeira do Sahy, Mangaratiba, RJ

domingo, 2 de maio de 2010

O Evangelho não precisa ser defendido e sim Anunciado. Por Pr. Israel Gomes da Silva


Tenho acompanhado com enorme pesar, as últimas confusões causadas por um grande número de crentes que, por entenderem equivocadamente o evangelho, tomam para si a função de “Defensores do Evangelho”.

Analisando bem o significado da palavra defensor, (aquele que defende ou protege), vemos que há uma distorção no entendimento desses pretensos heróis.

O Evangelho de Cristo não precisa de defensores!

Sendo esse evangelho de Cristo, o Deus unigênito, Aquele a quem foi dado todo o poder, (Mt. 28.18) O Senhor de todas as coisas, Aquele que vencendo a morte ressuscitou, foi assunto aos céus e edificou a sua igreja (Ef. 1:20-22), precisaria Ele de alguém para “defender” o seu evangelho?

Se o evangelho é de Cristo, o que me faz pensar que eu o possa defendê-lo?
Quem sou eu, um simples mortal para defender algo que existe antes de tudo que conhecemos. Sim, pois o evangelho já estava previsto pela Trindade (At. 2.23). E disso dá testemunha o próprio livro de Gênesis quando Deus, após sentenciar os pecadores, lhes avisa que o tempo da punição chegaria ao fim quando da semente da mulher, surgisse aquele que esmagaria a serpente (diabo) pivô de todo o mal que estava acontecendo. (Gn. 3)

Cristo não mandou que ninguém defendesse seu evangelho. Ele determinou que seus seguidores o anunciassem a toda a criatura e, para isso, capacitou-os com dons e os fez seus apóstolos. (Mt. 28.19-20; Mc. 16.15-18; Lc. 24. 44-49)

Infelizmente, temos testemunhado grandes contendas entre aqueles que pretendem defender o “evangelho”. Bibliólogos, leigos, teólogos, todos querem ser apologistas (que discursam apaixonadamente em defesa de algo ou alguém) no nosso caso o evangelho. Esses tais chegam ao cúmulo de se digladiarem, amaldiçoando a tudo e a todos que lhes resistem as idéias. Consideram-se os donos da verdade, esquecem que até mesmo os mais nobres pais da Igreja não concordavam plenamente entre si. Vemos isso em Agostinho, Tomaz de Aquino, Lutero, Armínio e até Calvino. (responsáveis pela quase totalidade das idéias teológicas atuais) Daí a diferença entre as posições tão discutidas hoje que fazem tanta separação entre as igrejas de Cristo, colocando em oposição às ditas históricas (alcunhadas de tradicionais onde são mais comuns as idéias calvinistas e luteranas) e as pentecostais, (em sua maioria arminianas também conhecidas como renovadas). Tais teólogos deturpam expressões bíblicas como “separação entre carne e espírito, luz e trevas” para romperem a comunhão entre os próprios cristãos. Alguns chegam até a nem saudar os irmãos com expressões cristãs por não considerá-los crentes. Tudo isso graças às diferentes posições teológicas aventadas por seus pastores.
Quando falo de diferenças teológicas não estou considerando a moderna teologia da prosperidade que não tem base bíblica para ser considerada como teologia, mas as que já atravessaram séculos e séculos de discussões. Não estou falando das invencionices de pastores e profetas que por não temerem a Deus, se aproveitam das suas ovelhas e que já foram denunciados pelos profetas Jeremias e Ezequiel. (Jr. 23.9-40 e Ez. 34)

Tudo não passa de uma grande confusão! Toda essa confusão é Filosofia e tem servido para formar ávidos apologistas, pretensos defensores de uma ideologia, mas poucos missionários e pregadores.

O Reino deveria estar unido e o que vemos é uma grande peleja entre os que se dizem cristãos.
Cristo advertiu em certa ocasião que “todo o Reino dividido não prevalece” (Lc. 11.17-18). Paulo escrevendo aos coríntios diz: “Está Cristo dividido?” (1ª Co. 1.13)

Em vez de levantarmos a bandeira do denominacionalismo, deveríamos nos unir para ANUNCIAR o verdadeiro Evangelho de Cristo, a Chegada do Reino de Deus e, isso não só de PALAVRA, mas na forma de VIVER. Por isso esse evangelho é ETERNO e poderoso. Porque é a revelação da VERDADE que liberta. (Jo. 8.32) Por isso aquele que aceita a Cristo é JUSTIFICADO e então, como justo, por justiça deve fazer cumprir a profecia que diz, “O meu justo viverá pela fé” (Hb. 10.38)

Deus não se agrada de ver os crentes, os pastores ou os teólogos discutindo sobre como deve ser a liturgia, o batismo, ou a teologia da igreja. Ele tem prazer em ver o justo viver pela fé. Viver pela fé é testemunhar de todas as formas sobre a sua nova condição de liberto.

Não estou, com isso, pregando a junção das denominações, mas quero exortar-vos a voltarem ao evangelho puro e simples, poderoso e verdadeiro. Não devemos pregar um evangelho que nos separa, colocando muralhas entre os povos, mas o evangelho que liberta e derruba todas as muralhas, nos fazendo ver no rosto do nosso próximo a imagem daquele que o formou.
Acredito piamente que a vitória da igreja não será por enfrentar o inimigo, mas por permanecer fiel, firme, e inabalável, perseverando na promessa e guardando fielmente as palavras de Jesus.

O Evangelho de Cristo é o Evangelho da Paz!

Vida Plena em Cristo Jesus!

Transcrevo assim, as palavras do Apóstolo Paulo:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados (...) . Mas Deus, sendo rico em misericórdia, por causa do grande amor com que nos amou, e estando nós mortos em nossos delitos, nos deu vida juntamente com Cristo, - PELA GRAÇA SOIS SALVO, e juntamente com Ele, nos ressuscitou, e nos fez assentar nos lugares celestiais em Cristo Jesus; para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus." (Ef. 2. 1;4-7).

“Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai, de quem toma o nome toda família, tanto no céu como sobre a terra, para que, segundo a riqueza da sua glória, vos conceda que sejais fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior; e assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé, estando vós arraigados e alicerçados em amor, a fim de poderdes compreender, com todos os santos, qual é a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade e conhecer o amor de Cristo, que excede todo entendimento, para que sejais tomados de toda a plenitude de Deus.” (Ef. 3.14-19)

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