Imagem de Paz!

Imagem de Paz!
Foto da cachoeira do Sahy, Mangaratiba, RJ

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Quando conhecemos o Deus que servimos, oramos com Ousadia.

 




Rs 17.20 “E clamou ao Senhor e disse: Ó Senhor, meu Deus, também a esta viúva, com quem eu moro, afligiste, matando-lhe seu filho?

Durante muito tempo as pessoas viviam com certo medo de orar ao Senhor. Fomos ensinados a um relacionamento religioso que nos manteve distante de um relacionamento mais profundo com Deus. Fomos ensinados a orar com muita cautela por causa da santidade de Deus que acabamos escondendo em nossos corações alguns sentimentos e dúvidas que acabaram por nos distanciar d´Ele. Deus não nos quer em um relacionamento distante. Na verdade, Ele quer que conheçamos a verdade. A mesma verdade que Cristo, conversando com a samaritana disse que nos libertaria.

A primeira impressão que nós temos diante das palavras de Elias é que ele estava estressado e, por isso, estava sendo irreverente. Deus não se sentiu ultrajado em sua santidade com essa oração, ao contrário, o versículo 22 diz: “E o Senhor ouviu a voz de Elias; e a alma do menino tornou a entrar nele, e reviveu.

Intimidade com Deus é a experiência que nos autoriza a ter uma conversa franca com Ele. Se quisermos viver uma fé verdadeira e autêntica, precisamos nos libertar das amarras da religiosidade fingida e mergulharmos em períodos de oração sincera, onde rasgamos nossos corações e entramos sem roupagem diante de Deus.

“Levantai-vos e orai”


LC 22.46 – e disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai para que não entrei em tentação.

 


Jesus havia convidado alguns dos seus discípulos mais chegados para orar com ele no monte das Oliveiras, pois estava prestes a experimentar a maior batalha de sua vida. Estava com o coração fervilhando, a adrenalina em alta e, sentia que precisava de orar, mas que também precisava de companheiros de oração. Ao retornar para perto dos seus discípulos, os encontrou dormindo. No versículo 45 diz que estavam dormindo de tristeza.

Tanto de Jesus, como seus discípulos estavam vivendo um momento crucial em suas vidas. Estavam em uma verdadeira batalha espiritual. Era a última lição que jesus precisava ensinar-lhes. Enquanto o mestre, diante da situação difícil persiste em orar intensamente, seus discípulos se deixaram levar pela tristeza e dormiram.



Assim com eles, dormimos ao invés de pelejar. Queremos vitória, mas nos deixamos levar pelo cansaço, pelo desânimo ou até mesmo pela tristeza. A falta de persistência em oração nos faz cair em tentação. Jesus os adverte: Levantai-vos e orai para que não entreis em tentação. A tentação é ainda pior do que a tristeza. Ouça o mestre, ore, se prepare e, então vença!

terça-feira, 21 de abril de 2020

Por quanto tempo Deus suprirá as nossas necessidades no esconderijo?



1 Rs 17.1-9
Chave v. 7 E sucedeu depois de um tempo, que o ribeiro secou, porque não tinha havido chuva na terra
V8 E a Palavra do Senhor veio até ele, dizendo:
V9 Levanta-te e vai-te a Sarepta, a qual pertence a Sidom, e habita ali, eis que tenho ordenado uma viúva que te sustente.

O ser humano tem uma capacidade enorme de adaptação. No início é comum o mal-estar causado pelas mudanças. Quem nunca ouviu a frase: “A vida é uma roda gigante”? Não sei qual foi o autor, mas se vermos uma roda em movimento, veremos que a circunferência na roda nunca toca o mesmo lugar.

Diferentemente da metáfora da roda, o ser humano depois de algum tempo tende a se acomodar ao espaço onde habita.

No início eram as matas, depois a caverna. Depois começou-se a construção de choupanas até as grandes e seguras construções em que vivemos hoje. E... mudar de uma casa, de um bairro, de uma cidade ou até mesmo de um emprego não é lá uma coisa muito fácil. E o medo? E a ansiedade que sentimos nos lugares novos em que passamos a viver?

Da mesma forma, são as circunstâncias dessa vida. Alguns de nós tem motivo para viverem alegres o tempo todo, mas de vez em quando experimentam momentos de tristezas.

Alguns de nós vivem tristes e, também em alguns momentos são brindados com bons momentos de alegria.

Elias se viu envolvido em um momento como esse. A profecia que havia falado, por ordem do Senhor o colocara em uma situação difícil diante da nação de Israel. Ele disse que segundo a palavra dele não iria chover por alguns anos.

É claro que Deus já havia preparado um lugar para Elias se esconder. O vers. 3 diz que Deus manda que ele se esconda junto a um ribeiro. Neste esconderijo, Deus determinou que corvos (aves de rapina) levasse alimento para o seu profeta todos os dias.

Que benção né?
Esconderijo,
Comida todos os dias
Água do ribeiro...
O que mais você iria querer?

O mundo todo passando fome e você habitando seguro? Não é uma maravilha? Deus cuida ou não cuida de nós?

Eu disse a você que o nosso problema é a acomodação, certo? Acomodar-se é estar confortável. É comum construirmos uma zona de conforto para nós. Um lugar, um momento, algo que nos faz estar seguros e, muitas vezes nos esquecemos que somos profetas de Deus nessa geração e, há um tempo para nos escondermos em segurança, mas há tempo também para nos confrontarmos com o pecado, com a falsidade, com a mentira. Há momentos de descanso, mas há momento de combatermos.

O vers.7 diz “e sucedeu depois de algum tempo.”

Elias foi obrigado a sair de seu esconderijo pois a fonte de água secou. Os corvos pararam de trazer comida...

Se eu fosse Elias pensaria logo que Deus tinha me abandonado, que eu fizera alguma coisa errada, que estava pagando por pecados não confessados.

Não, Deus não age assim, Deus não te usa e depois de descarta, como alguns patrões fazem com seus empregados. Deus tem obra maiores a realizar por intermédio de você e, as portas se fechando, as crises te obrigando a sair da zona de conforto, a realizar mudanças, todas essas coisas te acontecendo é uma forma de Deus te conduzir ao centro da vontade dele.

Precisamos estar atentos pois o bem estar de hoje pode ser usado por Deus para realizar a sua vontade, mas também os momentos difíceis também são usados por Ele para nos conduzir ao que Ele determinou.

Elias sai da caverna onde corvos o alimentava e vai para uma cidade ser sustentado por uma viúva que passava por grandes apertos.

Não sabemos de onde Deus vai nos abençoar, mas vai. Antes Deus trata conosco de uma forma toda especial.

Estar à disposição de Deus nos leva a fazer coisas incríveis ainda em nossos dias. Deus nos manterá escondidos e seguro o tempo que for necessário, mas vai acontecer em nossas vidas, o que aconteceu com Elias: Depois de algum tempo... Deus nos tira do lugar onde estamos.

Eu creio que Deus vai te tirar do lugar de conforto para te levar a um lugar muito mais importante em sua obra.

Respondendo à pergunta inicial “Por quanto tempo Deus suprirá as nossas necessidades no esconderijo?”

Respondo: Até que haja algo muito maior a realizar no mundo através de cada um de nós.

A Ceia do Senhor em tempo de isolamento



João 21. 12 Disse-lhes Jesus: Vinde e jantai. E nenhum dos discípulos ousava perguntar-lhe: Quem és tu? Sabendo que era o Senhor.

13 Chegou, pois Jesus, e pegou o pão, e deu-lho, e, semelhantemente o peixe.



Esta passagem brilhantemente nos revela o cuidado que Deus tem com a sua igreja e também com o indivíduo.

É comum falarmos que Deus fala à igreja, que Deus ama a igreja, que Deus protege a sua igreja e esquecemos que há momentos em que nós não estamos na igreja e, ainda assim Deus se importa com a gente.

Parece que só há ministração na igreja, parece que só há unção na igreja, parece que só na igreja eu posso estar fortalecido. Há um equívoco social e antropológico nesse pensamento.

Esse pensamento retrata um dos grandes problemas de se viver em grupo, em sociedade. Dentro de um grupo nós nos sentimos fortes, corajosos, fazemos coisas que não fazemos sozinhos. O problema é quando estamos sozinhos. Quando estamos em casa, quando estamos na escola, quando estamos diante da TV ou do computador.

Nesse texto vemos Jesus na praia dando orientação aos seus discípulos que estavam juntos pescando e, só começam a ter sucesso na pescaria, após atenderem aos conselhos de Jesus.

Ao retornar, É-nos dito que Jesus já estava na praia com fogo, peixe e pão. Fala para eles trazerem alguns dos peixes apanhados, mas antes que eles  fizessem qualquer outra coisa (tipo guardar os peixes nas cestas) ele os convida a jantar.

É interessante imaginar que Deus se importa como estamos fisicamente, emocionalmente, espiritualmente. Eles estavam cansados e ainda tinham muito o que fazer mas Jesus falar para eles pararem um tempo.
Parece que estou a ouvir o Senhor nos falando a sua igreja: Parem um pouco!

Quantas vezes nós não temos tido tempo de fazer uma boa refeição em face as correrias da vida, quantas vezes não meditamos pacientemente na Palavra por conta da correria, uma atividade atrás da outra, precisamos preparar o louvor, as mensagens, a casa, as compras, as roupas... Quanta correria. Não digo que essas coisas não são necessárias, são sim, mas precisamos parar e respirar e nos alimentar também, senão vai acontecer acidentes.

Vemos que há uma correria para atrair as pessoas, para mostrar que somos ativos, que estamos evangelizando, que estamos nos aplicando ao amor... e não estamos nos dando conta que Deus não nos quer tão afoitos.

Há tempo para tudo!

Nesse período de Quarentena, Deus está com sua mesa preparada nos convidando a nos alimentar.

Mas como falei no inicio, as vezes pensamos que Deus só está pensando em nós como instituição, como igreja, como nação.

Deus também está aproveitando este tempo para tratar comigo individualmente, com você individualmente, como você como alvo do amor de Deus. Deus te ama sendo você igreja ou não. Deus te ama como pessoa, Deus te ama como individuo, Deus te ama como alguém que tem Livre Arbítrio e que pode nem o amar.  O amor de Deus por mim e por você é incondicional. 

É por isso que mesmo estando com outro discípulos ali presente que estavam sendo alvo do amor de Deus, Jesus agora está com seus olhos voltados para Pedro como  individuo.

Veja que ele chama a todos para se alimentarem, mas Ele dá a primeira porção a Pedro. Vejo que todos estavam famintos e iriam ser alimentados, mas Jesus estava com seus olhos fitos em Pedro que naquele momento precisava de um tratamento diferenciado.

Foi Pedro quem teve a ideia de ir pescar.
Foi Pedro quem vestiu suas roupas e se lançou ao mar para tentar chegar logo na praia e se encontrar com o Senhor.
Foi Pedro que puxou a rede para terra para mostrar a Jesus que conforme a palavra dele, eles tinham conseguido pescar. E foi a Pedro que jesus deu o primeiro bocado.

Veja que a conversa entre Pedro e Jesus continuaria depois da refeição.
Da mesma forma, Deus está tratando com cada um de nós nesse período de dificuldade. Cada um  de nós reagimos de forma individualizada ás adversidades da vida. Alguns estão escondidos, outros estão querendo partir para a briga, uns estão crédulos e outros descrentes, mas Deus não nos deixará à nossa própria sorte.

Esse é o tempo de nos alimentarmos da palavra de Deus, pois a seguir, Ele nos falará aos ouvidos aquilo que planejou para nós.

Hoje, quero aproveitar esse momento de reflexão para te convidar a parar um pouco, a descer do barco, do avião, do seu carro, da sua rotina e “almoçar com Jesus”

Estamos aqui com uma mesa colocada diante de nós e, pela primeira vez em quatro anos, ministrarei com o templo vazio. Mesmo assim faço questão de ministrar a você a ceia que é do Senhor.

Não estou preocupado com quantos virão ou se só eu e os poucos irmãos do louvor tomarão o cálice e comerão o pão, pois é comigo que o Senhor quer tratar. É com estes que o Senhor quer tratar. E se você que está nos ouvindo entender que é contigo, quero te convidar a ceiar com o Senhor.  Esses elementos são símbolos e o papel deles é levar aos nossos corações e mentes o efeito real de participar dessa refeição com o Senhor e você pode experimentar essa realidade hoje, mesmo que não esteja aqui presente.

Pois o Apóstolo Paulo não estava naquela mesa da última ceia de Cristo mas diz em 1Co 11:23 “Porque eu recebi do Senhor...”
Receba do Senhor nesse dia meu irmão e minha irmã.

Tome a sua ceia mesmo que seja apenas espiritualmente, nesse momento.
Aqui estão os elementos pão e suco de uva, Mas aí está espiritualmente a mesa verdadeira de Cristo diante de você e eu te convido a participar conosco nessa hora.

Viver escondido como na Arca de Noé




Gn 6. 13 “E Deus disse a Noé: O fim de toda a carne chegou diante de mim...
         14 – Faze para ti uma arca de madeira de gofer....
17 E eis que Eu mesmo trago um diluvio de águas sobre a terra, para destruir toda a carne...
18 Mas contigo eu estabelecerei o meu pacto...
Cap. 7. 1 E o Senhor disse a Noé: Vem tu e toda a tua casa para dentro da arca, pois a ti eu vi como justo diante de mim nesta geração.
7 e entrou Noé na arca com seus filhos, e sua mulher e as mulheres de seus filhos...
10 E aconteceu que, depois dos sete dias as águas do diluvio estavam sobre a terra
12 E a chuva esteve sobre a terra quarenta dias e quarenta noites.
Cap. 8 E Deus se lembrou de Noé...
3 e após o fim dos 150 dias as águas foraM diminuídas....

Estive refletindo hoje sobre o Diluvio e os tempo em que Noé esteve sob a orientação de Deus.

Quando Deus fala com Noé e ordena a construção de uma Arca, fico imaginando: Será que as pessoas não acharam que o velho Noé com 600 anos não estava caducando? Construir uma arca para estar com a família e muitos animais... Parece coisa de doido!
Noé é uma figura para nós que, de certa forma temos construído uma arca para nos proteger do que a Bíblia diz “Juízo Final”.  A arca hoje tipifica a igreja, o ajuntamento de um povo que se submete ao senhorio de jesus, e que tem a salvação garantida que se completará no tempo do fim.


Como a maioria dos números na Bíblia são simbólicos, creio que ESSES 7 AQUI também tenha sido. (Um tempo completo para a realização de um propósito); a construção da arca por Noé era de certa forma uma pregação para os homens que estavam seguros de si e entregues à própria vontade.

Hoje estamos vivendo um tempo, tal qual Noé na construção. Ao pregarmos o evangelho, também avisamos aos que ouvem sobre o juízo de Deus.

Mas eu fico imaginando como foi difícil os dias da construção da arca e mais ainda quando Noé recebe a ordem de entrar nela com os animais.
Quando entramos num navio ou num avião, queremos que ele parta logo. No caso da Arca se demoraram 7 dias.

Será que as pessoas não zombaram de Noé? Os filhos e suas mulheres será que não pensaram que estavam perdendo seus tempos?

Da mesma forma hoje, será que nossos filhos não pensam que estamos perdendo nossos tempos, indo à igreja, falando de um Deus que eles não veem e que a maioria deles nunca ouviu falar-lhes?

Sete dias de provação: Sete dias convivendo com animais de todas as espécies e temperamentos, sete dias de enclausuramento e... ainda nada, não havia chuva, não havia, movimentos de águas, só o barulho das muitas vozes que ridicularizavam o pobre Noé.

Mas aí... Deus cumpre sua palavra: As águas caem e sobem. Tudo inundado, todas os seres terrestres morrem e isso por 40 dias. Uma verdadeira quarentena!

Lá fora, as vozes cessam, mas dentro da arca, certamente havia muito barulho. Havia medo, havia trabalho, mas também havia o cheiro e a vontade de seres diferentes. É nos momentos de isolamento que temos convividos com os seres mais terríveis de nossas vidas, nós mesmos.

Conviver comigo mesmo não é fácil e com você não deve ser diferente. É por isso que precisamos de outras pessoas com a gente.
Por isso Deus permitiu a família de Noé (somente ele é chamado de justo) que fosse na arca com ele.  Deus sabe que nós temos problemas em lidar com o nosso “eu” e, por isso ele disse no Éden: “Não é bom que o homem viva só!”

O problema é que em tempos de quarentena, assim como na arca, somos obrigados a viver e conviver a maior parte do tempo sós. Os dias parecem não passar, as horas parecem ter mais que 60 minutos. Pensa como foi difícil para Noé estar dentro da arca 7 dias e depois 40 até que o diluvio cessasse. Daí você pensa que acabou. A chuva passa, a tempestade passa, o vírus passa e... Noé fica mais 150 dias aguardando Deus fazer produzir o necessário para sua subsistência. Precisamos estar pronto para passar um tempo maior na dispensação de Deus.

Assim como Noé temos sido guardados na Arca que é o corpo de Cristo, passaremos com ele as maiores adversidades e... depois quando não estivermos aguentando mais, Ele se lembrará de nós e fará cessar o diluvio, a epidemia, as crises. Mas calma, ainda haverá um tempo até que tudo seja feito de novo. Deus faz tudo de forma completa e o tempo é para nos ensinar a nos relacionarmos com os outros, conosco mesmos e com o próprio Deus. Como você tem se relacionado com os outros? Como você tem se relacionado consigo mesmo? E principalmente: Como você tem se relacionado com seu Deus?


Caminhando conforme as ordens do Senhor




2 Rs 6. 24 a 7 1-20
A poucos dias ministrei uma mensagem exortando a todos a ficarem em casa pois as ordens das autoridades deveriam ser obedecidas. Hoje diante de novos fatos, venho confirmar a obediência às normas em vigor. Precisamos estar atentos que as normas são mudadas de acordo com as circunstâncias.

Alguns países como a China entraram nesta crise antes que nós e, hoje, alguns meses depois, já estão se recuperando. As experiencias que tiveram servirão a todos os outros países para minimizar os efeitos dessa pandemia. Normas para preservar a vida foram adotadas e, já se falam em mudar algumas delas.

Assim como a experiencia da China serviu e servirá para todas as ações no combate a esse mal, as experiencias de Israel ainda têm servido para o povo de Deus em sua caminhada na terra.
O texto lido de 2 Rs apresentou um estado de calamidade que veio sobre as terras de Israel. Samaria a capital do Reino de Israel era governada pelo filho de Acabe Jorão com quem Eliseu não tinha bom relacionamento. Esse rei acreditava que essa desgraça era por causa do profeta Eliseu. Mas na verdade, aquele mal vinha do Senhor. Era Deus que estava disciplinado a terra.

Diante daquele caos, fome e mortandade, Eliseu recebe uma palavra para ser dada ao rei. “em 24 horas o Senhor iria enviar comida no portão de Samaria”.

Ora, isso parecia uma loucura pois o exército da Síria era quem estava nos portões de Samaria. Ninguém entrava e ninguém saia.

Deus envia uma Palavra profética (resposta de oração) e agora o capitão do exercito não acredita:
Quantas vezes Deus quer abençoar, Deus quer responder, Deus quer aliviar o mal sobre nós e, nós simplesmente nos recusamos a acreditar.
Aquele capitão ainda diz que mesmo que Deus abrisse as janelas no céu, não conseguiria fazer tamanha palavra se cumprir em 24 horas.

Ora meu querido, Eliseu confirma a palavra de Deus mas avisa que aquele incrédulo não desfrutaria da benção.

Quantas pessoas tem deixado de se banquetear nas bençãos de Deus por falta de fé.
No outro dia 4 leprosos, condenados à morte de qualquer jeito, resolveram ouvir a profecia e verificar pessoalmente, mesmo amedrontado, mesmo correndo risco de adiantar suas mortes, e vai lá constatar que a profecia tinha se cumprido.

Depois de se banquetear com as coisas deixados pelo exercito sírio que abandonara tudo de forma milagrosa, são advertidos pela consciência. Aqueles homens eram doentes na pele mas ainda estavam com suas consciência em bom estado.

Aqueles homens dizem um ao outro (v 9) não estamos agindo bem. Este dia é um dia de boas novas  e nós retivemos a nossa paz.

A benção de Deus é para ser anunciada a todos os povos. Cabe a cada um de nós que temos essa palavra cravada em nossos corações sermos os arautos dessa boa novidade aos demais homens.

Está chegando o tempo de sairmos novamente. Alguns de nós sairão ainda amedrontados, mas eu quero profetizar que o nosso Deus que nos guardou até agora, nos guardará nos dias de retomada das nossas atividades diárias. Vamos aos espólios, esses dias foi importante para nós retomarmos alguns bons costumes que haviam se perdido, mas está chegando a hora de sairmos de nossas fortalezas e saquearmos novamente o terreno do inimigo.

Enquanto isso, aguardemos pacientemente a ordem do Senhor. Ela virá, já está a caminho, preparem-se!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

A pregação que interessa



Mt 3. 1 Naquele tempo João Batista foi para o deserto da Judeia e começou a pregar, 2 dizendo:— Arrependam-se dos seus pecados porque o Reino do Céu está perto!

3 A respeito de João, o profeta Isaías tinha escrito o seguinte:
“Alguém está gritando no deserto: Preparem o caminho para o Senhor passar! Abram estradas retas para ele!”

4 João usava uma roupa feita de pelos de camelo e um cinto de couro e comia gafanhotos e mel do mato. 5 Os moradores de Jerusalém, da região da Judeia e de todos os lugares em volta do rio Jordão iam ouvi-lo. 6 Eles confessavam os seus pecados, e João os batizava no rio Jordão.

A pregação que interessa: Arrependimento

Temos ouvido milhares de mensagens que passam longe de cumprir uma função profética. Temos nos alimentado de “biscoitos de polvilho” que Enche momentaneamente a boca mas não enche o estômago. Tais mensagens agradam aos nossos ouvidos mas não geram transformação.

João cumpre seu chamado pregando o que é verdadeiramente indispensável. Arrependimento.

Não adianta colocar panos quentes sobre a causa principal pela desgraca que a humanidade está experimentando.

Enquanto os pregadores atuais estão se vestindo de diplomas, cursos e técnica de domínio do público, João se veste de humildade e de forma rudimentar grita tão somente: “arrependei-vos.!
Sem técnica. Sem formação teológica. De forma bruta, levava após si multidões que lhe importava o batismo. Ele sabia bem o seu papel, jamais pensou ultrapassar os limites da pregação e o resultado era contrição e conversão  por parte dos ouvintes. Era desprovido de qualidades acadêmicas, mas cheio, muito cheio do Espírito Santo.

Sua mensagem ecoou  no deserto, Invadiu o templo e o palácio, provocou desconfortos e ainda hoje está provocando   Incômodos nos ouvidos de muitas gente.

Só existe uma Forma de retomar o caminho da alegria, do sucesso, da saúde, da paz com Deus, Chama-se arrependimento.

Arrepender-se não parar na cimentada errônea, mas dá meia volta e caminhar na direção correta. Se a direção anterior gerava morte, inimizade com Deus, a nova direção pôs arrependimento deve gerar vida, amizade com Deus, comunhão com a igreja é amor pelas almas que estão vagando sem rumo.

Não adianta colocar remendos em panos velhos.

Não adianta fingir que nada aconteceu. O pecado transtornou nossa amizade com Deus e apenas o perdão pode nos restaurar a vida com Ele. O Reino é chegado e será que estamos prontos para viver nele?

Sem a experiência transformadora do arrependimento e constrangedora confissão dos nossos pecados nunca estaremos aptos a viver no Reino.

sexta-feira, 21 de junho de 2019

O Cristão e a Moderação

A moderação como dever do Cristão.
Filipenses 4.5 “Seja a vossa equidade notória a todos os homens. Perto está o Senhor”.
Equidade = epieikes – apropriado, manso, brando, gentil, moderação, paciente.
O contexto em que é apresentado no texto de Filipense, escrito pelo Apóstolo Paulo cerca de 60-62 dC em Roma quando de seu aprisionamento aponta para o sentido de Moderação pois toda a epístola trata de temas éticos e morais o que também demonstra o interesse do Apóstolo por temas de Filosofia.
O escritor Norman Champlin em sua Enciclopédia de Bíblia,Teologia e Filosofia aponta a importância do princípio ético e tipicamente estoico da moderação na Filosofia de Cícero. Este filósofo eclético foi também estadista romano que viveu em cerca de 106 a 43 aC. Foi um defensor da moderação rejeitando os extremos do dogmatismo e do ceticismo que vigorava nas alas sapienciais. No campo da Ética Cícero era opositor ao hedonismo e ao ascetismo e suas posições pacifistas chegou até os cristãos através dos escritos paulinos.
Antes mesmo de Cícero, Platão já apontava a moderação como uma das 4 virtudes cardeais, sendo as outras três: Sabedoria, coragem e a justiça.
O cristianismo é sobretudo uma forma de viver voltado para a ética que tem, na Palavra Revelada, seu Manual de Vida.  Paulo estava preocupado com a situação da Igreja que estava em Filipos, região da Macedônia, que presenciou e participou ativamente de seu ministério por aquelas bandas, ora enviando os recursos necessários, ora enviando irmãos para ajudá-lo em seu serviço. Os irmãos de filipenses, agora com a prisão de Paulo, precisavam de ajuda pastoral e Paulo não via ninguém a quem pudesse confiar.  (ver. 2.20-21);
Apesar de todos os momentos de crises que estavam vivendo era necessário exortá-lo a uma prática de fé. Viver em Cristo é viver pela fé. E a fé não se foge ao viver eticamente. 
Dizer que tem fé, mas vive contradizendo essa fé é uma farsa, é uma hipocrisia condenada pelo próprio Cristo quando em seu debate com os fariseus.
Por isso Paulo aconselha que se viva de forma moderada. A moderação é um meio-termo. Nunca é extrema. No sistema pedagógico grego, essa moderação é fundamental em todas as áreas da vida humana. A moderação nos controla os instintos, as vontades e as tendências. Vivemos hoje uma sociedade que não tem moderação. As pessoas não controlam seus impulsos, seus desejos e, isso, já era discriminado entre os gregos sensatos. 
Moderação então pode ser entendido como domínio de si, autocontrole. Ela gera harmonia diante dos prazeres e do desejo. A primeira coisa que Jesus faz em nós é restabelecer a harmonia, a ordem. Deus é um Deus de ordem. Quando ele criou todas as coisas, ele tratou logo de colocar ordem no caos, estabelecer leis e limites.
Em Pv 22.28 “Não desloqueis os marcos antigos...”
Precisamos entender que somos humanos e nossa humanidade precisa ser levada em consideração diante das circunstâncias dessa vida. Ser humano não é desculpa para prática de pecados ou viver fora dos padrões morais de Jesus. Ser humano é estar disposto a se arrepender quando errar (pois todos pecamos 1Jo 1.8) e se levantar quando cair. (quem está de pé veja que não caia – 1Co 10.7b e 12);
Se estivermos conscientes de que queremos viver harmonicamente com Deus e com nós mesmos, então precisamos aprender a sermos moderados. Do contrário meu irmão, viveremos correndo atrás de vento, seremos afligidos pela ansiedade e ao final teremos o desprazer de não ressuscitar com Jesus como Paulo diz em 32.11 – para ver se, de alguma maneira, eu possa chegar à ressurreição dos mortos.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

O homem, o auge da criação

Estudo sobre Gênesis 1.26-31
O ponto máximo da criação




INTRODUÇÃO
No sexto dia Deus criou o homem. A importância da criação do homem no plano de Deus é indicada de diversas maneiras. Deus não faz nada de qualquer maneira e nem de improviso. Dentro do projeto criacionista de Deus, cada coisa, foi criada no seu devido tempo e, cada uma dela, era essencial à criação da próxima.
Cada dia de nossa vida é importante para o próximo. Tudo que experimentamos ou que passamos foram necessárias para formar essa pessoa que somos agora.

I. O AUGE DA SEMANA DA CRIAÇÃO.
O homem foi criado por ultimo por várias razões:
A. O homem foi o ponto mais alto e o principal propósito da criação.

B. Porque tudo foi criado para o benefício do homem. Deus terminou a habitação do homem antes de cria-lo, para que Adão já fosse colocado em um ambiente perfeito [vers. 28-30].
C. Alguns sugerem que o homem foi criado por ultimo, a fim de que todos soubessem que ele nem aconselhou, e nem ajudou a Deus na obra da criação [Jó 38:4]. "Onde estavas tu, quando eu lançava os fundamentos da terra?"

Ao declarar que o homem foi o auge da criação, nós não pretendemos exaltar o homem, criando assim orgulho. Entretanto, há duas coisas que deveriam ser lembradas:

Primeiro, nós precisamos recordar que somente a humanidade foi criada á imagem de Deus.

Segundo, não podemos esquecer que na criação do homem, Deus já sabia que Adão cairia em pecado, assim como, já havia planejado a redenção através de seu Filho Jesus Cristo. Quando lembramos que Cristo tomou a forma de homem para morrer pelos pecadores, vemos a importância da criação do homem. Isto não é motivo de orgulho, antes de gratidão e adoração

[ "quando contemplo os teus céus, obra dos teus dedos, e a lua e as estrelas que estabelecestes, que é o homem, que dele te lembres? É o filho do homem, que o visites? Fizeste-o no entanto, por um pouco, menor do que Deus e de glória e de honra o coroaste. Deste domínio sobre as obras da tua mão e sob seus pés tudo lhe pusestes..."Salmo 8:3-9].

II  O DOMÍNIO DO HOMEM – VERSÍCULOS 26 E 28.

Deus não deu apenas ao homem a ordem para povoar a terra, mas também para domina-la. (Rãdhãh - significa também  pisar, Subjugar, ter dimínio, esmigalhar, prevalecer contra, reinar, governar... Ou seja diz respeito a autoridade.

Toda natureza foi criada para uso do homem.

Deus nos deu o poder para ser fecundo (possibilidade de reproduzir) a partir de si mesmo. Fecundar é se reproduzir, é crescer, é  aumentar
Deus nos deu autoridade para dominar toda a criação e, o que nós fazemos?

Não dominamos coisa alguma...

A autoridade vem acompanhada de responsabilidade.
Jesus disse que " a quem mais se dá, mais se exige"

Isso te lembra alguma coisa meu amado?  Você que é líder, ministro, esposo?


Ao aceitar a proposta da serpente, o homem desiste de sua autoridade.

Ao recusar exercer a autoridade com justiça, passamos a exercer domínio ineficiente e traumático sobre as coisas.

Agora o dominador é contrariado e resistido.

Ninguém obedece a quem perde a autoridade.

A primeira autoridade que o homem perdeu foi sobre si mesmo, sobre a sua mente.

Romanos 1. 21, 25,
"Porquanto tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes, em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu...pois mudaram a verdade de Deus em mentira e HONRARAM E SERVIRAM mais a CRIATURA do que o CRIADOR que é bendito eternamente. Amém.

Diante disso, temos visto o homem destruir a natureza, destruir outros homens e destruir a si mesmo.

A Bíblia é repleta de situações de pecados e opressões;
a nossa civilização tão moderna e educada, está repleta de maldades e arbitrariedades.

Deus não nos fez para isso.

Deus nos fez para exercer autoridade mas de forma que redunde em louvor e glória ao seu nome.

Hoje você tem a oportunidade de reconquistar sua autoridade...
ou você pode continuar sendo dominado.

1.  Há várias formas de o homem continuar dominado.
*Pelo inimigo: quando não permite que Jesus seja o seu Senhor, dá lugar a que satanás dirija a sua vida, cegando e subjugando a sua vontade e fazendo dele seu escravo para conduzi-lo a todo tipo de prática pecaminosa.

"Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos para que não lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus" (2Co 4.4)

*Pelo pecado: A pessoa que vive na prática do pecado é dominada pelo diabo que lhe cegou o entendimento, pois não consegue enxergar que o pecado destrói a sua vida, impedindo que ela seja mais forte e o domine. Está escrito na Bíblia que aquele que é vencido fica escravo do vencedor (2Pe 2.19b "pois aquele que é vencido fica escravo do vencedor"). e também que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado (João 8:34b).

Aquele que se deixa ser vencido por qualquer pecado torna-se fraco e escravo, porque não é mais ele que domina seu próprio ser, mas sim, o mal que nele está. Assim acontece também com o vício e com o sexo ilícito: a pessoa sempre diz que é a sua última tragada, a sua última vez, mas termina voltando a praticá-lo, pois está dominada por ele.

Só mesmo quando essa pessoa recebe Jesus no seu coração e permite que Ele seja o Senhor da sua vida e dá lugar a Ele trabalhar no seu interior, é que pode tornar-se livre (Jo 8.32), conforme registra a Bíblia: “Porque o pecado não mais terá domínio sobre vós, pois não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça (Rm 6.14).

2.  O que acontece quando o homem domina segunda a vontade de Deus?

 Nosso Deus, a quem pertence todo o Poder, o Domínio, a Honra e a Glória, que nos criou à Sua imagem e semelhança nos deu o poder para dominar. Portanto, o homem que domina busca o poder de Deus e, dessa forma:

1. *Exerce o poder sobre o inimigo (Lc 10.19). "Eis aí vos dei AUTORIDADE  (poder do verbo grego Dunamai que se origina da palavra dynamis ) para pisardes serpentes e escorpiões e sobre TODO o poder do inimigo, E NADA, absolutamente, vos causará dano..  Você é capaz porque o Senhor já te capacitou... É isso que essa palavra quer dizer...

2. Está debaixo da graça de Deus e não sob o domínio do pecado (Rm 6.14).  "Porque o pecado não terá domínio sobre vos; pois não estais debaixo da lei, e sim da graça."

3.  Exerce o controle de todos seus pensamentos,  sentimentos e  emoções (Co 2,16; " pois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nos porém temos a mente de Cristo". );

 " Finalmente irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor e diste, seja isso o que ocupe o vosso pensamento." (Fp 4.8).

4. * Vence o mundo e a carne (1 Jo 4-5)  "Filhinhos, vos sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que o que está no mundo";


CONCLUSÃO O homem foi criado por Deus para dominar, para ser governo. Deus já nos deu o poder para vencer, derramando, sobre nós, da Sua graça e do Seu fortalecimento para que fôssemos livres do domínio do inimigo, do pecado, do mundo, da carne, das circunstâncias e das interferências contrárias  em nossos pensamentos.

Cristo, na Sua vinda restaurará, por completo, o nosso domínio. “Ao único Deus, Salvador nosso, por Jesus Cristo nosso Senhor, seja glória e majestade, domínio, e poder, antes de todos os séculos. Agora e para todo o sempre. Amém!” (Jd 25

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

A Cruz de Cristo. Em 1 Co 1.18



Representa o inexplicável, algo totalmente contrário a razão humana,



A primeira coisa que a cruz representa é o aniquilamento do entendimento e da sabedoria humana.

Nietzsche, diz que o evangelho morreu na cruz...,
o que morreu foi a sabedoria humana



A morte de Cristo traz uma confusão na justiça humana onde o justo não deve pagar pelo criminoso.
-l
A Cruz representa o silêncio de Deus ante  a punição devidamente aplicada.

Em Salmos 22 o salmista já denunciava... Por que me desamparastes?

Por que comigo é diferente?
Veja os versos 4 e 5 ... Deus atendeu a tantos porque na cruz não atendeu a mim?

A Cruz marca o clímax de um projeto de salvação para todo o que crer...

Olhar a Cruz é perceber que os valores terrenos são contrastantes com os valores celestiais.

Enquanto o homem sem Deus só quer se dar bem, ganhar sempre, não enfermar...

O homem espiritual aprende na Cruz que é perdendo que se ganha
É enfermando que se produz a cura ( ele tomou sobre si nossas enfermidades)
É diminuindo que se alcança a glória. (Que ele cresça e eu diminua)
É morrendo para esse mundo que se alcança uma vida eterna e gloriosa.

É por isso que os elementos aqui representativos ...

Pão e vinho
Trigo e uva
 Invertem valores consagrados pela sabedoria humana.

Início e fim se invertem para fim e início
Morte e vida.  A vida troca de lugar com a morte e, esta produz uma vida melhor.

A morte de Cristo Jesus, trás vida para o pecador. Justifica o pecador que crê e devolve a ele o controle de sua vontade, antes dominada pelo pecado de quem se tornou escravo. Ao receber de volta seu poder de decisão, o homem redimido e regenerado, se entrega voluntariamente ao senhorio de Cristo conformando-se com ele naquela cruz.

A Cruz que não mais condena, a Cruz que não mais mata...

A Cruz de Cristo liberta e produz uma nova vida... Uma vida louca aos olhos humanos mas agradável ao Criador.

Ao ministrar a Ceia, Jesus estava ensinando a respeito do propósito da sua morte. De acordo com Paulo e Mateus, as palavras de Jesus acerca do cálice referiam-se não somente ao seu sangue mas também à nova aliança associada com o seu sangue, e

Mateus acrescenta que o sangue de Cristo devia ser derramado para perdão dos pecados. Aqui temos a afirmação verdadeiramente fantástica de que por intermédio do derramamento do sangue de Jesus, na morte, Deus estava tomando a iniciativa de estabelecer um novo pacto ou "aliança" com o seu povo, na qual uma das maiores promessas seria o perdão dos pecadores. Que quis ele dizer?

Muitos séculos antes Deus tinha feito uma aliança com Abraão, prometendo abençoá-lo com uma boa terra e uma posteridade abundante. Deus renovou essa aliança no monte Sinai, depois de tirar a Israel (descendentes de Abraão) do Egito. Ele prometeu ser o seu Deus e fazê-los o seu povo. Além disso, essa aliança foi ratificada com o sangue do sacrifício: "Então tomou Moisés aquele sangue e o aspergiu sobre o povo, e disse: Eis aqui o sangue da aliança que o Senhor fez convosco a respeito de todas estas palavras."10 Passaram-se centenas de anos, durante os quais o povo se esqueceu de Deus, quebrou a sua aliança e provocou o seu juízo, até que um dia no sétimo século a.C. a palavra do Senhor veio a Jeremias, dizendo:
 Eis aí vêm dias, diz o Senhor, e firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não conforme a aliança que fiz com seus pais, no dia em que os tomei pela mão, para os tirar da terra do Egito; porquanto eles anularam a minha aliança, não obstante eu os haver desposado, diz o Senhor. Porque esta é aliança que firmarei com a casa de Israel, depois daqueles dia, diz o Senhor. Na mente lhes imprimirei as minhas leis, também no coração lhas inscreverei; eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo. Não ensinará jamais cada um ao seu próximo, nem cada um ao seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até ao maior deles, diz o Senhor. Pois, perdoarei as suas iniqüidades, e dos seus pecados jamais me lembrarei. (Jeremias 31:31-34)

Nas palavras de Stot,  "a cruz reforça três verdades: acerca de nós mesmos, acerca de Deus e acerca de Jesus Cristo.

Primeira, nosso pecado deve ser extremamente horrível.

Nada revela a gravidade do pecado como a cruz. Pois, em última instância, o que enviou Cristo ali não foi nem a ambição de Judas, nem a inveja dos sacerdotes, nem a covardia vacilante de Pilatos, mas a nossa própria ganância, inveja, covardia e outros pecados, e a resolução de Cristo em amor e misericórdia de levar o juízo desses pecados e desfazê-los. É impossível que encaremos a cruz de Cristo com integridade e não sintamos vergonha de nós mesmos. Apatia, egoísmo e complacência vicejam em todos os lugares do mundo, exceto junto à cruz. Aí, essas ervas nocivas secam-se e morrem. São vistas como as coisas horríveis e venenosas que realmente são. Pois se não havia outro modo pelo qual o Deus justo pudesse justamente perdoar a nossa injustiça, a não ser que a levasse sobre si mesmo em Cristo, deve ela, deveras, ser séria. Só quando vemos essa seriedade é que, desnudados de nossa autojustiça e auto-satisfação, estamos prontos para colocar nossa confiança em Jesus Cristo como o Salvador de quem urgentemente necessitamos.

Segunda, a maravilha do amor de Deus deve ir além da compreensão.

Deus podia, com justiça, ter-nos abandonado ao nosso próprio destino. Ele podia ter-nos deixado sozinhos para colhermos o fruto de nossos erros e perecermos em nossos pecados. É isso o que merecíamos. Mas ele não nos abandonou. Por causa do seu amor por nós, ele veio procurar-nos em Cristo. Ele nos foi ao encalço até mesmo na desolada angústia da cruz, onde levou o nosso pecado, a nossa culpa, o nosso juízo e a nossa morte. É preciso que o coração seja duro e de pedra para não se comover face a um amor como esse. E mais do que amor. Seu nome correto é "graça", que é o amor aos que não o merecem.

Terceira, a salvação de Cristo deve ser um dom gratuito.

Ele a "comprou" para nós com o alto preço de seu próprio sangue. De modo que o que nos resta pagar? Nada! Visto que ele reivindicou que tudo estava "consumado", nada há com que possamos contribuir. Não, é claro, que agora temos a permissão de pecar e podemos sempre contar com o perdão de Deus. Pelo contrário, a mesma cruz de Cristo, que é o fundamento de uma salvação gratuita, é também o incentivo mais poderoso a uma vida santa. Mas essa nova vida vem depois. Primeiro, temos de nos humilhar aos pés da cruz, confessar que pecamos e nada merecemos de suas mãos a não ser o juízo, agradecer-lhe o nos ter amado e morrido por nós, e receber dele um perdão completo e gratuito. Contra essa humilhação própria o nosso orgulho se rebela. Ressentimos a idéia de que não podemos ganhar — nem mesmo contribuir — para a nossa própria salvação. De modo que tropeçamos, como disse Paulo, na pedra de tropeço da cruz.


E para Frases de pensadores:

Jonh Stot diz que  "a Ceia do Senhor, que foi instituída por Jesus, e que é o único ato comemorativo autorizado por ele, não dramatiza nem seu nascimento nem sua vida, nem suas palavras nem suas obras, mas somente a sua morte. Nada poderia indicar mais claramente a significação central que Jesus atribuía à sua morte. Era por sua morte que ele desejava, acima de tudo, ser lembrado. Portanto, é seguro dizer que não há Cristianismo sem a cruz. Se a cruz não for o centro da nossa religião, a nossa religião não é a de Jesus"

Billy-Graham "Se  somos crentes em Jesus Cristo ja passamos pela tempestade do juízo ela aconteceu na cruz"

A W Tozer " A Cruz de Cristo é a coisa mais revolucionária que já apareceu entre os homens"

Hudson Taylor "Produzir frutos exige suportar cruzes."

Martin Lutero " a razão se escandaliza com a Cruz mas a fé a abraça com alegria"


C. H. Spurgeon " A Cruz é o último argumento de Deus"